Marcas próprias garantem renda extra para estabelecimentos

Raquel Morais –

O Estudo Anual de Marcas Próprias feito pela plataforma de informação Nielsen Holdings apontou que estabelecimentos que vendem marcas próprias conseguem baratear esses produtos em até 13%. Apesar de um leve crescimento de vendas ao longo dos anos, o Brasil é o país com o número de vendas mais baixos do continente Sul-Americano com 7,9%. A média global é 16,1% e em relação aos novos itens apresentou crescimento de 28%.

As marcas de fabricantes cresceu no ano passado 9,6% e quando comparado com marcas próprias esse crescimento foi de 13,4%. Segundo nota produtos básicos como papel higiênico (25%), feijão (19%), leite asséptico (18%), óleos para cozinhar (18%), açúcar (15%) e arroz (15%) foram os que mais contribuíram para esse bom resultado. “Além do posicionamento de preço aliado à disponibilidade em loja, o crescimento das Marcas Próprias, impulsionado pelas categorias básica, se deve também ao fato das trocas de 40marcas feitos pelos brasileiros em meio à crise. O consumidor tem a percepção de que, quando se trata dos itens básicos, a qualidade da MP é suficiente para atender suas demandas de consumo”, comentou Jonathas Rosa, coordenador de atendimento ao varejo da Nielsen.

A gerente da loja de conveniência BR Mania, no Fonseca, Ana Rita Romeiro, confirmou uma boa saída dos produtos próprios da marca do posto de combustível, principalmente pizza e lasanha. A pequena custa R$ 6,90 e a grande R$ 16,50 e ainda podem ser comidas assadas no próprio estabelecimento. “As pessoas buscam a diferença de preço entre os produtos, além da qualidade da comida”, apontou. O hipermercado Extra tem a marca própria Qualitá, do Grupo Pão de Açúcar, e a diferença de preço é muito grande. O quilo do açúcar de marca própria custa R$ 3,19 contra R$ 3,49 da marca União; o feijão carioquinha R$ 4,59 contra R$ 6,39 da marca Combrasil e o arroz R$ 3,09 contra R$ 4,29 da marca Prato Fino. A diferença representa 9,40%, 39,21% e 38,83% respectivamente.

A pesquisa analisou serviços de autosserviço, farmácias e vendas atacarejo. Segundo nota em 10 anos, a marca própria triplicou de faturamento no autosserviço. Comparando 2015 com 2016, quase metade do crescimento (48%) no canal foi impulsionado por novos compradores e 40% veio pelo maior volume por ocasião de compra. Dos lares novos o destaque vai para os consumidores de classe baixa, enquanto dos perdidos, o nível socioeconômico em evidência ficou com a classe média. A classe AB representa 41% das compras e o restante estão distribuídos entre CDE. Foram lançadas 58 novas marcas próprias, sendo 51 de varejistas regionais, e 2.190 produtos distribuídos em 148 categorias.

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