Maracanã é palco da abertura da Paralimpíada

O Estádio do Maracanã viveu nesta quarta-feira (07) uma noite de grande emoção, com a realização da cerimônia de abertura dos Jogos Paralímpicos Rio 2016. A festa, que durou cerca de três horas e meia, além de marcar o início dos Jogos, divulgou os valores da competição: coragem, determinação, inspiração e igualdade. Atletas de 162 países que vão atuar nos 11 dias de competições marcaram presença.

O evento contou com a participação do governador em exercício, Francisco Dornelles, do governador licenciado, Luiz Fernando Pezão, e do prefeito da cidade do Rio, Eduardo Paes. Segundo o presidente do Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016 e do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, os Jogos são uma importante ferramenta para construir um mundo mais acessível.

“Celebramos hoje um grande desafio. Construir um mundo novo, mais justo, mais fraterno, onde todos possam caminhar lado a lado sem obstáculos. Quando todos duvidam, nós brasileiros crescemos. Somos o país das realizações impossíveis. Estamos aqui e agora no Rio, no melhor lugar do planeta, orgulhosos com a nossa missão. Agradeço a parceria dos governos federal, estadual e municipal, unidos para a realização desses Jogos. O Rio está pronto para fazer história”, ressaltou Nuzman.

Grandes nomes da MPB se apresentaram na cerimônia, entre eles Seu Jorge, Maria Rita, Diogo Nogueira, Pedrinho da Serrinha, Xandi de Pilares, Monarco, João Brasil e o maestro João Carlos Martins, responsável por executar o Hino Nacional. As bandeiras do Brasil e do Comitê Paralímpico Internacional foram hasteadas por militares do Corpo de Bombeiros, do 3º GMAR (Copacabana).

A cerimônia começou com um momento de grande impacto, quando o atleta cadeirante Aaron Wheelz desceu uma mega rampa de 17 metros de atura, o equivalente a um prédio de seis andares, e saltou para o gramado do Maracanã. A entrada das delegações também foi propositalmente antecipada, para que os atletas pudessem acompanhar as apresentações. As porta-bandeiras de cada país entraram trazendo peças de quebra-cabeça, que juntas formaram a imagem de um coração com a foto de 6.315 atletas. A obra foi elaborada pelo artista plástico Vik Muniz, um dos diretores criativos da cerimônia.

Daniel Dias, o maior medalhista paralímpico brasileiro, foi homenageado. Uma projeção transformou o gramado do Maracanã em uma piscina, onde ele atravessou nadando. Depois foi a vez do estádio se transformar em uma grande praia e figuras típicas cariocas, como os vendedores de mate e os jogadores de frescobol e de ”altinha”, foram representadas.

A importância da roda e das novas tecnologias para a mobilidade também foi lembrada, assim como efeitos de luz e som fizeram os espectadores ampliarem o sentido da visão. Uma homenagem aos familiares de todos os atletas emocionou o público, quando crianças com diferentes deficiências carregaram a bandeira paralímpica junto com os seus pais. Todos usaram a bota especial do projeto Bota no Mundo.

No final da cerimônia, a Pira Olímpica foi acesa pelo nadador Clodoaldo Silva, o brasileiro recordista de medalhas de ouro em Paralimpíadas. Também participaram do revezamento da chama no estádio os atletas Antônio Delfino de Souza, Ádria Rocha Santos e Márcia Malsar, que deu um exemplo de superação depois de sofrer uma queda, levantar e continuar o trajeto do revezamento.

Transporte e acessibilidade
A Estação Olímpica São Cristóvão e a Estação Intermodal Maracanã foram os principais locais de acesso para quem foi assistir a cerimônia de abertura. Elas são um importante investimento do Governo do Estado em mobilidade urbana, junto com as Estações Olímpicas ferroviárias Engenho de Dentro, Deodoro, Vila Militar, Magalhães Bastos e Ricardo de Albuquerque, além da Linha 4 do Metrô (Ipanema-Barra da Tijuca).

Para receber os Jogos, as estações São Cristóvão e Maracanã foram reformadas e passaram a contar com acessibilidade plena. Em São Cristóvão, foram instalados três elevadores e três escadas rolantes, novo mezanino com área de acesso cinco vezes maior que a antiga (passou de 610 m² para 3.133 m²) e passarela de integração direta com o metrô. Além disso, as coberturas das plataformas foram ampliadas e foi instalado o piso tátil. A Estação Maracanã tem sete escadas rolantes e sete elevadores, além de acesso ao estádio, por meio da passarela totalmente recuperada pelo Estado.

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