Manifestação no Centro de Niterói chama atenção da população

Na manhã dessa sexta-feira (07) o movimento ‘Dia Nacional de Luta pela Vida e Emprego’, que está em ato de manifestação em todo o Brasil, também está lutando em Niterói. O grupo se reuniu em frente ao Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap), da Universidade Federal Fluminense (UFF), e seguiu em caminhada até a Praça Arariboia, no Centro da cidade. Os manifestantes pedem a saída do presidente Jair Bolsonaro e alegam que o país deve chegar a 100 mil mortes pelo coronavírus e parte disso é consequência de falhas da gestão pública.

O ato está sendo realizado em vários estados em um total de 11 Centrais Sindicais. Segundo nota da Central Sindical e Popular (CSP Conlutas) a proposta é que sejam realizadas assembleias e mobilizações nas mais diversas categorias de trabalhadores em seus locais de trabalho ainda pela manhã e protestos e atos simbólicos ao longo do dia. Ainda segundo o informe o Brasil se aproxima da trágica marca de 100 mil mortos pela Covid-19 e diante deste cenário assustador a postura do governo Bolsonaro e Mourão segue criminosa. Sob o comando interino do general do Exército Eduardo Pazuello, o Ministério da Saúde vem tendo uma atuação desastrosa e insuficiente. Menos de um terço do dinheiro disponível para o combate à pandemia foram investidos. Ao mesmo tempo outra tragédia se abate sobre a classe trabalhadora e os mais pobres: sem haver um combate efetivo à pandemia, a crise econômica se agrava.

Na frente do Huap os manifestantes conversaram com pacientes do Huap além de trabalhadores da unidade. “Viemos alertar e denunciar contra o governo Bolsonaro que é um governo sem políticas sérias de enfrentamento ao coronavírus. No Rio de Janeiro trabalhadores estão sem salários, hospitais de campanha estão cheios de escândalos e sendo desmontados. Estamos quase chegando a 100 mil mortes e o presidente falou ‘Segue a vida’ em uma live nessa semana”, esbravejou Pedro Rosa, coordenador do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da UFF (Sintuff).

O movimento também clama e chama atenção para o índice de desemprego, os ataques ao meio ambiente e preconceito racial, além de homofobia. A professora de sociologia da rede estadual, Raquel Romano de 34 anos, disse que o retorno das atividades escolares poderá aumentar ainda mais a contaminação pelo coronavírus. “O funcionamento das escolas com aulas poderá aumentar a disseminação do vírus. Profissionais da educação como diretores, coordenadores pedagógicos e secretários escolares, por exemplo, já estão trabalhando nos colégios”, desabafou.

“Aqui na cidade temos uma demanda reprimida e estamos com quase 300 mortes na cidade. Existe um vazio assistencial e essa pandemia só aflorou as deficiências na saúde. Os profissionais da saúde são os que mais têm contato com o vírus e se contaminam. Os que trabalham na área de odontologia muitas vezes estão sem equipamentos de proteção justamente em um contato direto com o paciente”, frisou o diretor de imprensa da  Associação dos Servidores Públicos Municipais da Saúde Niterói, Jorge Gomes, que também participou do ato.

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