Manhã de homenagens a João Pedro em São Gonçalo

O dia 18 de maio sempre será lembrado, pela família do adolescente João Pedro Matos Pinto, como um dia de muita dor. No entanto, na data em que se completa um ano de sua trágica morte, durante operação policial no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, várias homenagens foram feitas, para que a forma com a qual o menino perdeu sua vida, jamais seja esquecida.

Para a mãe do jovem, a professora Rafaela Coutinho Matos, de 37 anos, embora seja um dia muito difícil para toda a família, mas manifestações de carinho trazem um alento ao coração. Ela revela que, inicialmente, não sairia de casa, em meio ao luto. Entretanto, resolveu ir à Praça dos Ex-combatentes, no bairro do Patronato, a fim de fortalecer um ato em memória de seu filho.

“Esse dia em que completa um ano, é muito difícil para nós familiares. Tínhamos decidido ficar em casa mas decidimos apoiar todas as pessoas que estão ajudando a gente nesse dia. A gente acaba ficando, de certa forma, feliz com essas homenagens, mesmo que o momento seja de dor, difícil, isso acalenta nossos corações”, disse Rafaela.

Pais de João Pedro e manifestantes pediram por justiça – Foto: Marcelo Feitosa

Nesta terça-feira (18), foi realizado o evento “Amanhecer por João Pedro em São Gonçalo”, organizado por diversos movimentos sociais. Os atos começaram às 7h, no Rodo de Itaúna, na Praça Dr. Luiz Palmier, no Centro, e na Praça dos Ex-combatentes, no Patronato; e às 9h foi realizado o Ato Cultural Justiça Para João Pedro, também na Praça dos Ex-combatentes.

Neilton da Costa Pinto, de 41 anos, motorista e pai de João Pedro, cobrou ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), pela lentidão nas investigações. Ele também criticou a extinção do Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (GAESP), vinculado ao MPRJ, que era responsável pelo inquérito, que acabou encaminhado para a 1ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada dos Núcleos Niterói e São Gonçalo.

“O problema é que o que aconteceu foi o seguinte: acabaram com o Gaesp, grupo de promotores que investigavam a polícia, e o MP teve a proeza de acabar com esse grupo sério, que trabalhava com a justiça. Passaram o caso para uma promotoria que não estava por dentro do caso. Semana passada o defensor me ligou e avisou que os promotores que cuidavam do caso voltaram e montaram uma força-tarefa para trabalhar no caso, junto com essa promotoria. Isso foi muito bom. A investigação estava parada”, afirmou.

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