Mandiocão exonera quase 300 comissionados

Wellington Serrano

Alguém consegue explicar como um secretário municipal desempenha as suas funções sem estar nomeado? Esses atos têm validade? A pergunta é do vereador do município de Rio Bonito Humberto Alexandre Belgues (PSL), que se refere à portaria publicada na última sexta-feira pelo prefeito José Luís Antunes, o Mandiocão, que exonerou todos os servidores comissionados de todas as secretarias da prefeitura. Segundo informações extraoficiais, a medida faz parte do conjunto de iniciativas para o reequilíbrio das contas públicas do Município.

No entanto, o vereador que faz parte da bancada de oposição, diz que a portaria é para tentar botar ordem no quadro de servidores que anda mal das pernas. “O chefe do Poder Executivo é muito complicado”, destacou o vereador. Segundo ele, o prefeito criou essa situação porque estava insatisfeito com os atendimentos realizados para a população. “Na verdade fez isso para não ficar mal com ninguém, né?”, indagou Humberto, que no ensejo disse que não é contra os comissionados.

“O que não pode é o prefeito gastar com coisas desnecessárias e deixar os postos de saúde desabastecidos e ainda os aposentados com três meses de salários atrasados”, criticou.

De acordo com a portaria, os cargos de confiança exonerados vão de secretários, assessores especiais, chefe de gabinete, controlador e procurador geral, tesoureiro e coordenador Geral de Contabilidade até os de classificação DAS, como de assessores, diretores de trânsito e da Guarda estavam na publicação que não poupou até a Secretaria municipal de Educação, que ficou sem diretores, auxiliares de bibliotecas e coordenadores de turno.

A folha de pagamento de quase 300 funcionários é de aproximadamente R$ 500 mil.

“O prefeito municipal de Rio Bonito, Estado do Rio de Janeiro, no uso de suas atribuições legais, resolve exonerar, com eficácia a partir de 28 de julho de 2017, todo os servidores investidos em cargos públicos de provimento em comissão e funções gratificadas cujos atos se encontra em vigor a partir desta data”, disse um trecho do documento.

Procurado pela equipe de reportagem de A TRIBUNA, o prefeito Mandiocão não foi encontrado, assim como o seu secretariado. A vereadora da base do governo, Marlene Assistente Social (PPS), minimizou a situação e disse que em breve o prefeito vai dar uma posição sobre uma nova nomeação retroativa. “Não tenho informações sobre isso, vamos aguardar posicionamento da chefia de gabinete do prefeito”, concluiu.

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