Mais uma tesoureira do tráfico é presa pela polícia

Augusto Aguiar –

Uma das estratégias das polícias Civil e Militar para desarticular as lideranças do tráfico de drogas, tanto em Niterói quanto em São Gonçalo, vem sendo atacar o lado “contábil” dos criminosos na venda de drogas. A mais recente investida da Polícia foi a prisão, na última sexta-feira, de Madalena Pereira da Silva, acusada de ser a “tesoureira” da facção Comando Vermelho (CV) no bairro Jardim Catarina, em São Gonçalo. Ela foi localizada e presa num bar no bairro Sacramento.

Segundo a Polícia, ela seria responsável pela lavagem do dinheiro do traficante que age no Jardim Catarina, assim como de Schumaker Antonácio do Rosário, que morreu em meio à disputa pelo controle interno da facção em abril desse ano.

Essa não foi a primeira investida policial contra os criminosos, prendendo pessoas envolvidas com a contabilidade do crime. No mês de junho, o comerciante Robson Luiz Peçanha Lopes foi preso por policiais da 73ª DP (Neves) acusado de ser um dos responsáveis por lavar o dinheiro do tráfico em comunidades gonçalenses, especificamente do CV. De acordo coma Polícia, dono de três padarias, Robson foi flagrado em escutas telefônicas por ocasião da Operação Fórmula 1, conversando com lideranças sobre a movimentação de lucros da venda de drogas da facção.

Nesse caso, as investigações começaram há um ano e dois meses, quando agentes monitoravam o tráfico de drogas do Morro do Martins, na Venda da Cruz, e Complexo da Coruja, em Neves, e roubos cometidos na região. No entanto, durante a apuração, foi descoberto que o Jardim Catarina era responsável por fornecer os entorpecentes comercializados no Martins, na Coruja e em outras favelas da região. O principal alvo era Schumaker, que morreu anteriormente. Entre outros investigados, Madalena permanecia foragida.

No último dia 16, dessa vez em Niterói, policiais militares do 12º BPM prenderam outra mulher envolvida com a contabilidade do tráfico, mas na comunidade do Cavalão, em Icaraí, Zona Sul. Jandira Tavares, de 59 anos, era responsável pelas finanças do antigo líder da venda de drogas na comunidade, conhecido como Guelão. Esse líder já havia sido preso anteriormente. Junto com ela foi preso também Juliano Martins dos Santos, de 31 anos, acusado de ser um dos homens de confiança do mesmo traficante. A dupla estava foragida da Justiça. Anderson Rodrigues de França, o Guelão, havia sido baleado e preso no mês de junho, quando o 12º BPM realizou uma operação para coibir o tráfico no Cavalão. Guelão era apontado como o segundo homem na hierarquia do tráfico na comunidade, subordinado apenas a outro líder do tráfico, Reinaldo Medeiros Ignácio, o Kadá, que encontra-se preso em penitenciária federal, em Mossoró, Rio Grande do Norte, desde 2009.

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