Mais uma manifestação contra as medidas de restrição complica ainda mais o trânsito em Niterói

Como se não bastasse o caos no trânsito, causado por conta das barreiras sanitárias montadas nas principais entradas de Niterói, na manhã dessa quarta-feira, mais uma vez manifesta ntes foram para as ruas protestar contra as medidas restritivas adotadas na cidade para contar o avanço da Covid-19.

Pela terceira vez, num intervalo de quatro dias, dezenas de manifestantes foram para as ruas, em Icaraí, com portando faixas e cartazes, bloqueando as avenidas Roberto Silveira e Marquês do Paraná, gerando mais congestionamentos e complicando o deslocamento de motoristas e passageiros de ônibus.

Agentes da NitTtrans tendo muito trabalho na região, que já sente desde as primeiras horas da manhã os reflexos de congestionamentos em vários bairros devido as barreiras sanitárias. Na segunda-feira (12) os manifestantes, entre eles comerciantes e trabalhadores do setor de Serviços protestaram pedindo a flexibilização das medidas restritivas adotadas nas últimas semanas na cidade.

A série de manifestações está sendo organizada por donos de lojas, que não estão abrindo seus estabelecimentos. No último domingo (11) os manifestantes já haviam percorrido a orla de Icaraí protestando contra as medidas de restrição.

Enquanto manifestantes aglomeram, trabalhadores da Saúde sofrem

A técnica em enfermagem Gisele Moares, que trabalha em uma clínica de hemodiálise localizada em Niterói, diz que os trabalhadores da Saúde que estão na linha de frente combatendo os efeitos da pandemia estão pedindo que a população tenha empatia por eles, pois estão largados pela população e por alguns governantes.

“Nós, da Saúde, nos empenhamos no nosso dia a dia para cuidar dos enfermos nesse período de pandemia. Mesmo assim parte da população continua indo às ruas sem máscaras e fazendo aglomerações sem pensar que muitos de nós estamos nos contaminando e morrendo”, afirmou

Ainda de acordo com ela, já está havendo dificuldade na aquisição do material necessário para trabalhar em diversos lugares no país, como reflexo do descaso do governo com a área da Saúde e isso causa uma maior desgaste na categoria. “Chego em casa muitas vezes exausta, não só consaço físico, mas mental também. Não temos conseguido dar atenção em casa aos filhos, pois a única coisa que queremos é tomar um banho, chorar e deitar para ter um bom descanso e se preparar para o que vamos encontrar no próximo plantão”, finalizou.

O Conselho regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj-RJ), emitiu uma nota defendendo que, no entendimento do órgão, as medidas restritivas devem ser avaliadas pelos gestores públicos, já que são eles que têm os índices necessários para averiguar se a cidade tem condições de funcionar parcial ou integralmente. “Para a segurança da população, o Conselho defende as medidas já comprovadas cientificamente contra a Covid-19 que são: o uso da máscara, a higienização das mãos, o distanciamento social e a principal delas, que é a vacinação contra o vírus”, afirma a nota.

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