Mais consciência no trânsito?

Há alguns dias o Ministério da Saúde, através de um trabalho de levantamento, divulgou dados estatísticos que levou à constatação que o número de mortes em acidentes de trânsito caiu mais de 11% no país. O Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) mostra que em 2015 38.651 pessoas foram vítimas do trânsito, enquanto ocorreram 43.780 óbitos registrados no ano anterior. Entre as causas das mortes estão os acidentes com veículos e atropelamentos, com um decréscimo de 23,9% e 21,5%, respectivamente. Anteriormente elevadas, as mortes entre motociclistas também acusaram redução em 4,8%. Pelos números, mais de cinco mil vidas foram poupadas em todo o país. Em números absolutos, no Rio houve redução em 709 mortes entre os anos de 2014 (2.902) e 2015 (2.193).

Em outro trabalho de levantamento, dessa vez sobre a cidade de Niterói, entre os anos de 2013 e 2016 o número de acidentes de trânsito na cidade despencou de 4.971 para 1.188, uma queda de 76,1%. Os números otimistas são da NitTrans, que alinhou os seguintes tipos de acidentes: Abalroamento, atropelamento, capotamento, choque, colisão, tombamento, pane mecânica, e obstrução da via e face de acidentes sem vítima, leve, grave e fatal. Nesse último item (com óbito), em 2013 e 2014 ocorreram 18 acidentes, em 2015 foram 15, e 19 em 2016. No ano passado os bairros que mais registraram acidentes foram Itaipu (196), Centro (172), Fonseca (141), Icaraí (121), São Francisco (72), Barreto (51), Santa Rosa (49), Piratininga (47), Badu (36) e Largo da Batalha (33). No caso específico do Centro de Niterói, vale lembrar que 2013 chegou a ter quatro dígitos no número de ocorrências (1.093) e com o passar dos anos esses registros foram regredindo para 342 (2014) e 139 (2015).

Iniciativas como campanhas de educação para o trânsito, levadas inclusive para as escolas, a Operação Lei Seca, Maio Amarelo, maior e melhor sinalização nas estradas, limitação de velocidade e intensificação da fiscalização são exemplos das principais responsáveis pela maior conscientização dos condutores na grande maioria dos centros urbanos no país. Sobre a redução de acidentes em Niterói, o presidente da NitTrans, coronel Paulo Afonso, comentou num artigo: “(…) O trabalho da NitTrans tem por base fiscalização, operação e educação. Desde 2013, o Setor Educacional tem visitado escolas públicas e particulares com palestras sobre a importância do respeito ao Código de Trânsito Brasileiro. As crianças estão atentas cobrando dos adultos o uso do cinto de segurança, a travessia na faixa de pedestres e o respeito à sinalização.

Portanto, a redução de acidentes em Niterói no período 2013/2016 é a conquista da cidadania e o povo niteroiense ajudou a chegar lá (…)”.

Vias que registraram o mais acidentes
Levando-se em conta o tipo de veículo, a cidade de Niterói em 2013 conviveu com alarmantes 2.688 acidentes envolvendo automóveis, mas os números regrediram até os mais recentes 714 ocorrências em 2016. A redução gradativa dos acidentes envolvendo motocicletas também é expressiva, baixando de 386 há quatro anos para 288 em 2016. Com relação aos ônibus baixou de 1.332 para 84 acidentes em 2016. O número de atropelamentos apresentou queda de 213 para 155, e de colisão chegou a registrar 2.202 ocorrências em 2013, regredindo até 491 em 2014, e 580 em 2016.

As dez vias com maior número de acidentes na cidade entre 2013 e 2016 são Estrada Francisco da Cruz Nunes, na Região Oceânica, com 905 ocorrências, Alameda São Boaventura, no Fonseca (793), Avenida Central Ewerton da Costa Xavier, Itaipu (346), Estrada Caetano Monteiro, Itaipu (341), Avenida Rui Barbosa, São Francisco (225), Avenida Feliciano Sodré, no Centro (279), Avenida Roberto Silveira, em Icaraí (192), Avenida Visconde do Rio Branco, Centro (283), Rua Noronha Torrezão, Santa Rosa (152), e Avenida Irene Lopes Sodré, Engenho do Mato (56).

BAIRROS COM MAIS ACIDENTES

Itaipu 196
Centro 172
Fonseca 141
Icaraí 121
São Francisco 72
Barreto 51
Santa Rosa 49
Piratininga 47
Badu 36
Largo da Batalha 33

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