Mãe de militar encontrado morto em São Gonçalo pede justiça

Após saber através dos noticiários sobre as identificações dos suspeitos de matarem o seu filho, Fabiana de Mello Pedrosa Xavier foi até a Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá (DHNSG) cobrar justiça. Ela é mãe do soldado do Exército Victor Hugo Xavier, um dos militares que teve o corpo encontrado carbonizado em um carro incendiado abandonado no bairro do Pacheco, São Gonçalo, no último dia 13. Junto dele também estava outra vítima nas mesmas condições, colega de Victor, o soldado Daniel Ferreira de Azevedo.

“Nós vimos sobre a identificação dos suspeitos através dos jornais. Nós deveríamos ter sido os primeiros a conversar com os detetives. Eu acredito que eles tenham sido mortos mais por serem militares. Nós sempre o orientamos a não entrar em áreas perigosas dominadas por criminosos. Ali é uma área comandada pelo tráfico. A nossa família está lutando para que ele não seja apenas mais uma pessoa morta por conta da violência”, desabafou Fabiana.

A mãe ainda se diz desamparada pelo governo e direitos humanos sem receber nenhum tipo de assistência.

“A gente se revolta pela falta de combate do governo à violência e no desamparo dos direitos humanos em dar algum apoio. Eles não dizem que lutam por tantas causas de injustiça? Então além da dor, nós temos que lidar com a revolta por conta do abandono”, cobrou a mãe.

DH aguarda por provas técnicas

De acordo com o delegado Mário Lamblet, da DHNSG, responsável pela investigação dos assassinatos, provas técnicas estão sendo reunidas para acusações mais robustas dos suspeitos.

“As investigações avançaram bastante, porém ainda não é possível a divulgação de muitos dados. Nós estamos trabalhando na captura de provas técnicas para em breve termos elementos de acusação mais fortes. Nós temos alguns suspeitos e acreditamos que o caso esteja solucionado em no máximo 30 dias contando desde o início das investigações”, disse o delegado.

Agentes da especializada requisitaram imagens registradas por câmeras de segurança nos locais por onde os militares estiveram entre a tarde de domingo (12) e a madrugada de segunda-feira (13), pouco antes das vítimas serem capturadas pelos assassinos.

O delegado havia afirmado anteriormente que a DH tinha apurado que o crime teria ocorrido num intervalo de tempo em torno de quatro horas, entre o período em que os militares ainda estariam num bar até o momento que a polícia foi acionado para o bairro do Pacheco.

“As imagens das câmeras de segurança do estabelecimento onde estavam não registraram qualquer discussão ou briga. Estamos verificando, portanto, se havia um conflito entre facções criminosas no local, se a dupla teria sido confundida com policiais, se eles conheciam o local ou pegaram o caminho errado, e até se teriam participado de uma festa na localidade. Nenhuma possibilidade pode ser descartada”, explicou Lamblet.

A outra vítima, o também soldado Daniel Ferreira, foi sepultado no município de Trajano de Moraes, na Região Serrana. O carro onde os corpos dos militares foram encontrados carbonizados pertencia ao pai de Daniel. Quem tiver qualquer informação a respeito da identificação e localização dos envolvidos nas mortes pode fazer uma denúncia nos seguintes canais: Whatsapp Portal dos Procurados (21) 98849-6099; pelo Facebook/(inbox), pela mesa de atendimento do Disque-Denúncia (21) 2253-1177 ou pelo Aplicativo para celular – Disque Denúncia e também pelo Twitter e Instagram, com anonimato garantido.

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