Mãe acusada de esquartejar bebê em Itaboraí tem audiência marcada

A mulher acusada de matar e esquartejar o próprio filho recém-nascido em Itaboraí irá sentar no banco dos réus. O juiz Daniel da Silva Fonseca, da 1ª Vara Criminal de Itaboraí, marcou para o dia 7 de dezembro, às 17h30min, a audiência de instrução a julgamento da acusada. A sessão irá decidir se a mulher serão submetida ao Tribunal do Júri.

O indiciamento foi pelos crimes de homicídio qualificado com destruição, subtração ou ocultação de cadáver pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). A Justiça decidiu acatar a denúncia. Na audiência, serão ouvidas testemunhas de acusação, arroladas pelo MP, e de defesa, arroladas pelos advogados.

No mesmo dia em que o crime foi descoberto, foi efetuada a prisão em flagrante. Três dias depois, durante audiência de custódia, a juíza Rachel Assad da Cunha decidiu converter a prisão em preventiva. A magistrada justifica a decisão devido á gravidade do crime ao qual a mulher é acusada, alegando que, mantê-la em liberdade, iria de encontro à “garantia da ordem pública, sobretudo porque crimes como esse comprometem a segurança de moradores da cidade de Itaboraí”.

Ainda durante a audiência, a magistrada negou pedido de liberdade provisória feito pela defensora pública encarregada de representar a acusada. “A primariedade, por si só, não confere o direito à liberdade. Além disso, não restaram comprovados residência fixa e atividade laborativa lícita”, prossegue a juíza, em sua decisão, na qual salienta que ainda há testemunhas a serem ouvidas, durante a instrução do processo.

Rastro de sangue

O crime estarrecedor aconteceu na manhã de 10 de agosto, uma terça-feira. O corpo de um recém-nascido foi encontrado, esquartejado, em uma comunidade conhecida como Rato Molhado, no bairro da Ampliação. A mãe foi detida pela polícia, por suspeita de envolvimento no crime.

Segundo informações do 35º BPM (Itaboraí), uma equipe foi acionada à Rua Manoel Lopes de Oliveira com a informação de que haveria o corpo de uma criança recém-nascida no local. Chegando lá, a cena aterrorizante. O cadáver estava sem os braços e as pernas, em um dos becos, próximo a uma lixeira.

Policiais da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá (DHNSG) foram acionados ao local. Chegando, os agentes encontraram um rastro de sangue que poderia indicar a localização do autor do crime. Os policiais seguiram a trilha por aproximadamente 1 km e encontraram a possível mãe da criança, escondida em sua casa, com sinais de parto recente.

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