Mãe acusa escola, em Itaipuaçu, de proibir entrada de estudante

A estudante Amanda Lemos, de 16 anos foi impedida de entrar antes do horário na escola, como já havia sido combinado com a direção. Ela é portadora de necessidades especiais, faz uso de uma cadeira de roda e apresenta atraso cognitivo. O caso aconteceu na Escola Municipal Anísio Teixeira, localizado no Jardim Atlântico Central, em Itaipuaçu.

De acordo com Zilma Maria Lemos Godoi Dantas, mãe da estudante, ela sempre deixou Amanda por volta das 7h na escola, tendo sua entrada permitida antes da abertura dos portões, que acontece às 7h15, antes de ir para seu trabalho, no aeroporto na cidade do Rio de Janeiro, principalmente pela questão de segurança e mobilidade da jovem.

“Por conta dessa situação, acabei chegando atrasada ao meu trabalho. Na manhã da última quinta-feira (25), por volta das 7h18 (já com o horário atrasado para abertura dos portões), abri o cadeado da escola e entrei com a Amanda foi aí que começou uma confusão”, relatou.

Segundo Zilma, uma senhora que atende pelo nome de Alessandra, e se apresentou como adjunta da Renata (diretora da escola), começou a discutir e a gritar com ela, constrangendo ela e a filha.

Questionada sobre o que estava acontecendo, no primeiro momento, a diretora não respondeu. “Fui até onde ela estava e perguntei novamente o que estava acontecendo. Ela dizia ter 12 anos no sistema de ensino de Maricá e nos expulsou da escola, falando para procurar os nossos direitos junto à secretaria de educação. Ela disse que foi por causa da Amanda que colocaram rampa na escola. O que é mentira, já que existem outros portadores de necessidades na escola. Sinto muito pelos outros deficientes”, comentou.

Ainda segundo a mãe da jovem, ela estuda há alguns anos nesta escola e que tinha o tratamento normal e respeitoso até o início da pandemia, em março do ano passado. Ela conte que antes da pandemia, tinha uma monitora e essa entrada antes do horário era certa. “Desde o início da pandemia ela começou a passar por vários problemas, inclusive, sem ter aulas remotas, onde pela sua necessidade, precisa ter auxílio e orientações especiais de monitoras, o que não aconteceu de forma devida e aceitável”, relatou.

A Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Educação, esclarece que a aluna não foi impedida de entrar na Escola Municipal Anísio Teixeira, em Itaipuaçu. Acontece que, no momento mostrado no vídeo que circulou nas redes sociais, a escola ainda estava fechada e todos os alunos estavam do lado de fora aguardando a abertura do portão. Os funcionários estavam cumprindo sua rotina de abrir as salas e colocar a escola em ordem para receber todos os alunos que aguardavam, acompanhados de seus responsáveis, do lado de fora, como acontece todos os dias. 

A Prefeitura lamenta o mal entendido e reafirma seu compromisso, cuidado e acolhimento às pessoas com deficiência. Importante destacar que a referida unidade escolar é adaptada para cadeirantes, com rampas de acesso aos banheiros e refeitório, e uma rampa móvel para as salas mais altas. Além disso, a sala da aluna fica no térreo, para facilitar o acesso.

Importante informar também que, assim que foi informada do ocorrido, a direção da escola convidou a mãe da aluna para uma reunião ainda na sexta-feira (26). Por questões pessoais, a mãe não pode comparecer e solicitou que fosse remarcada para segunda-feira (28), na escola, onde a direção da unidade irá recebê-la.

One thought on “Mãe acusa escola, em Itaipuaçu, de proibir entrada de estudante

  • 7 de dezembro de 2021 em 13:04
    Permalink

    Já ouvi de pessoas confiáveis falar que alguns funcionários dessa Escola São muito mal educados. Não tem preparo para lidar com o público.

    Resposta

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

dezessete + seis =