Lula no poder, mas com o congresso vigilante

O plano do ex-Presidente Lula de se empenhar na meta de fazer o PT contar com a maior bancada na composição da Câmara Federal gerou uma reação contrária até mesmo de políticos empenhados em derrotar Bolsonaro e repará-lo das perdas sofridas com a sua prisão e impedimento de disputar as eleições de 2018, quando foi substituído por Fernando Haddad, derrotado por pequena margem de votos.

Se o poder econômico, identificado amavelmente como “mercado” já consagrou a bandeira do “Lula Paz e Amor”, há não apenas o temor do revanchismo capaz de manter a instabilidade política, como também o receio de que uma estrondosa vitória como a alcançada pelo capitão Jair Bolsonaro, possa significar a delegação de poderes para um “governo forte”.

Os cronistas entendem existir, ainda, muita reação da sociedade ao comportamento dos petistas e de parcelas do “lulismo”, a ponto de o partido ter minimizado sua representação no Parlamento. Também é originária, do meio jornalístico, a preocupação com a reafirmação de Lula em considerar prioritária a sua antiga proposta de regulação da mídia.

A proposta chegou quando houve excessiva concentração das verbas destinadas à publicidade oficial em alguns meios de Comunicação Social, de atuação nacional. Bolsonaro usou a tesoura para cortar o combustível da oposição e transferiu o destino para meios digitais, gerando denúncias de favorecimento aos ‘fake-news’.

Alinhados-independentes

Com o sistema permitindo coligações majoritárias e proibindo, no processo proporcional, os partidos com vagas nos palanques do favoritismo de Lula têm a chance de se igualarem na conquista de cadeiras legislativas e fortalecem o poder de negociar com mais independência a participação no futuro governo.

Em alguns Estados, esta é a situação do PSB e do PSD, que estão crescendo com nomes expressivos para o alcance de elevadas votações individuais, que lhes permitirão, pela soma dos votos de legenda, elegerem mais deputados não tão bem premiados com votos pessoais.

No Estado do Rio, por exemplo, já no pleito passado, o deputado Alessandro Mollon obteve mais de 220 mil votos, um volume superior em quase 10 vezes superior aos 24.295 votos do renunciante Jean Willis, do Psol, então o deputado menos votado dos 46 eleitos.

Pelo jogo do somatório de partidos integrantes da mesma coligação partidária – então permitida – o candidato Jorge Braga, do PRB de Crivella, com 58.113 votos ficou na primeira suplência.

Na época, Benedita da Silva, a mais votada entre as indicações do PT, foi a única eleita pelo solitário partido de Lula-Fernando Haddad, alcançando apenas 44.004 votos. 

A VOLTA DO CADERNINHO E DO COFRE NO COLCHÃO

Esta história da era da longevidade está valendo para a geração nascida nos anos de 1930 e 1940. Já o pessoal da “geração da informática”, está ficando cedo de cabelos brancos e em pé, tamanho os sustos e prejuízos com a gigantesca onda de clonagem de cartões de crédito e débito, moedas novas e formas de pagamento imediato como o ‘Pix’.

Bons eram aqueles tempos em que não se precisava de fazer demorados cadastros e submeter-se a normas de segurança para se comprar um remédio comum. Tempo em que não haviam ‘clientes especiais’ cadastrados para obtenção de ‘descontos’

Os mais idosos têm saudades do pequeno comércio de bairro, onde o dono atendia e conhecia os fregueses, mantendo caderninhos para anotar as compras feitas para pagamentos quando “o pagamento (salarial) saísse”.

Os mais afortunados não pagavam taxas bancárias para emprestar dinheiro aos bancos, na época, investidores em fomento e produção. Guardavam as economias com a segurança da Caixa Econômica ou dentro dos colchões. Outros, em livros, práticas inviabilizadas pela “evolução profissional” e quantidade de marginais.

Precisamos voltar à prática do comércio de bairro, sem o luxo dos grandes centros de compras, apinhados de segurança e de “olheiros” da madrasta cobiça crescente com a onda do desemprego.

O táxi do “Turquinho”

Criativo e lucrativo, o taxista “Turquinho” era especialista em “corridas” a partir da “Leiteria Brasil”.

Transportava estudantes como Roulien Pinto Camillo, Cláudio Moacyr, Marlos, Silvio Lessa, Célio Junger e até artistas, que poderiam sair “duros” da noitada.

Em algumas corridas, ele conduzia até quatro cliente para “entrega à domicilio”, num trajeto definido. Cada qual pagava sua cota e ele acabava faturando acima do caderno onde anotava.

O seu segredo era a Cecília, nome do caderno de anotações do generalizado “pendura”.

A senha era conhecida de todos: “Turquinho. Bota na Cecília”…

ANIVERSÁRIO DO TUMULTO

Uma famosa rede de supermercados inicia hoje (21) seu aniversário numa ação que deve durar cerca de 40 dias, e prometendo a adoção de medidas para “evitar grande aglomeração”. Contudo, não é fácil imaginar tal evento sem os seus tradicionais tumultos, enormes filas e aglomerações de pessoas ainda na plenitude da pandemia da Covid-19. Esse ano, para piorar, em Niterói, terá ainda a concorrência de um outro estabelecimento próximo, que ajuda a deixar ainda mais cego o nó que amarra o trânsito na entrada da cidade e nos acessos à Ponte, principalmente nas Ruas Jansen de Melo, Marquês de Paraná e Marechal Deodoro. Haja paciência para os motoristas e, oremos, para que os números de leitos de Covid em Niterói permaneçam caindo.

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