Lula, Ciro e Dória fecham os caminhos de Bolsonaro

As pesquisas de opinião pública realizadas com muita antecipação não traduzem uma estabilidade a ser constatada no curso do processo eleitoral e nem mesmo as realizadas com três meses antes do pleito são determinante para os resultados das urnas.

Um dos exemplos mais marcantes foram os indicdores apresentados em julho do ano passado, quando o desconhecido ex-juiz capixaba, Wilson Witzel, visitou a redação de “A Tribuna”, em julho, situado como um fraco candidato a governador pois aparecia com apenas um por centro das intenções de votos. Dois meses e meio após obteve retumbante vitória eleitoral chegando ao cargo de governador com a sua alegada identificação com a renovação política traduzida pelo mito Bolsonaro.

Ele só perdeu numa pequena cidade do interior e em Niterói, onde após o fracasso da candidata do PT (400 mil votos), optou pelo apoio a Eduardo Paes que aceitou ter como seu vice, Comte Bittencourt, indicado por Rodrigo Neves.

Foi uma postura do eleitor niteroiense não aceitando desconhecidos e optando pelo êxito de dois bons administradores municipais: Paes e Rodrigo Neves.

Renda habitual do trabalhador teve queda de 6,6% no segundo trimestre

Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado na sexta-feira (17), mostra que houve queda de 6,6% na renda habitual e aumento de 0,9% na renda efetiva do trabalhador brasileiro no segundo trimestre de 2021, na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, o pior momento do mercado de trabalho durante a pandemia da covid-19.

O levantamento Retrato dos Rendimentos e Horas Trabalhadas durante a Pandemia tomou como base os resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua) e da Pnad Covid, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo a análise do Ipea, os trabalhadores por conta própria tiveram o maior impacto em suas rendas, com crescimento de 19,5% na renda efetiva no segundo trimestre de 2021, na comparação com o mesmo trimestre de 2020. No segundo trimestre deste ano, eles receberam 76% do habitual. Os trabalhadores com carteira do setor privado tiveram aumento de 2% na renda efetiva, enquanto para os trabalhadores sem carteira, a alta foi de 6,9%.

A Região Nordeste foi a que teve a renda mais afetada pela segunda onda da pandemia, com queda de 2,6% na renda efetiva no segundo trimestre de 2021. Na análise por gênero, o crescimento da renda efetiva das mulheres (1,4%) foi superior ao dos homens (0,48%), no mesmo período.

De acordo com o estudo, apesar do grande número de domicílios sem renda do trabalho, no segundo trimestre de 2021 houve pequena redução nesse percentual, em relação ao primeiro trimestre deste ano, de 29,3% para 28,5%, o que demonstra lenta recuperação no nível de ocupação aos patamares anteriores à pandemia para as famílias de renda mais baixa.

A renda dos jovens adultos – de 25 a 39 anos de idade – foi a mais afetada pela pandemia, com queda de 3,2% nos rendimentos efetivos reais médios no segundo trimestre deste ano. Em contrapartida, os rendimentos dos ocupados com mais de 60 anos de idade cresceram 1,3% no período, influenciados pela alta proporção de trabalhadores por conta própria nessa faixa etária.

Erros da pesquisa

A surpreendente vitória estadual de Wilson Witzel foi uma calça arriada para os mentores das pesquisas.

A “zebra” galopou à frente dos pesquisadores que indicavam, na véspera do pleito a vitória de Paes, com o Ibope dando-lhe 26% e o Data Folha, 23%, deixando Witzel no segundo lugar com 10% e 14% respectivamente, mas acertando a presença de ambos no segundo turno.

Em verdade, na primeira fase, Witzel alcançou 3,1 milhões de votos (40%) e Paes, do DEM, ficou com com apenas19%, ou seja, 1,4 milhão de votos.

No segundo turno, o candidato dito bolsonarista arrebanhou 4,6 milhões de votos (59,8%) e Eduardo Paes subiu para 3,1 milhões (40,2%) com o apoiamento dos partidos não bolsonaristas.

Para o Senado as pesquisas davam empate de 18% entre Cesar Maia, Flávio Bolsonaro e apenas 6% ao líder evangélico Arolde de Oliveira  (falecido a seguir) tendo sido eleitos estes dois últimos.

Avaliação difícil

Com relação ao Governo do Estado pequisas preliminares surpreenderam indicando o vice-governador que substituiu Wilson Witzel, o evangélico Cláudio Castro, com grandes chances de chegar ao segundo turno embora não seja um destaque politico no Estado.

Também indicaram na disputa os ex-prefeitos Eduardo Paes e Rodrigo Neves pela imagem deixada como bons gestores públicos.

Eduardo Paes havia anunciado a sua intenção de se manter na Prefeitura até o final do mandato e havia deixado indicativo de retribuição ao apoio recebido de Rodrigo Neves, mas passou a dialogar com outros políticos, inclusive com Lula, que já manifestou a possibilidade de apoiar Marcelo Freixo (ex-PSOL), enquanto Paes se aproximou de Felipe Santa Cruz.

Balança de Rodrigo

Sem muito espaço na mídia estadual e nacional, o desenvolvimento da candidatura de Rodrigo Neves é uma incógnita no momento em que Lula aparece com 46% das intenções de voto para voltar a Brasília, deixando o atual presidente com apenas 26%.

Para o ex-presidente os 9% indicados para Ciro Gomes (terceira candidatura) geram um desconforto para seu sonho de vencer no primeiro turno admitindo que outro nome da terceira via, João Dória, aparece com 4%.

O quadro desenhado indica que ele não apoiará o seu ex-aliado Rodrigo Neves em face da sua vinculação com o presidenciável Ciro Gomes.

Chegou-se a pensar na hipótese de Rodrigo montar dois palanques no RJ diante da difícil opção de fazer o ex-prefeito niteroiense voltar às fileiras do PT, onde ingressou ainda na adolescência e só saiu quando Lula perdeu os direitos políticos sendo impedido de disputar a eleição vencida pelo capitão Jair Bolsonaro.

OAB-NITERÓI QUER JUSTIÇA

Dr Claudio Vianna – Presidente OAB-Niterói

A posição de indignação firmada publicamente pela OAB-Niterói, presidida pelo Dr. Claudio Vianna, acerca da ausência de expediente externo, audiências, sessões presenciais e atendimento ao público pelo Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-RJ), desde março do ano passado, é correta e acertada. Não só em razão da cobrança pela retomada dos serviços como também por demonstrar apoio e solidariedade a milhares de advogados trabalhistas, cuja atuação está prejudicada.

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