Luiz Paulino Moreira Leite: ‘A Baía de Guanabara é a Amazônia do Estado do Rio’

Responsável pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (Seden), Luiz Paulino Moreira Leite conversou com A TRIBUNA sobre as ações que desenvolve na pasta e os projetos futuros. As políticas públicas implementadas para promover o desenvolvimento econômico incluem ações como a tão sonhada dragagem do Canal de São Lourenço, implementação do Terminal Pesqueiro e valorização da zona portuária, por exemplo.

Bacharel em Direito pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Paulino foi presidente da Associação Comercial e Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Acierj) e de outras representações comerciais, além de ser membro do Conselho Universitário da UFF e do Conselho de Contribuintes do Estado do Rio de Janeiro (CCERJ).

A TRIBUNA – A Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Niterói já assinou o Termo de Compromisso de Compensação Ambiental, último passo para licença da dragagem do Canal de São Lourenço. A expectativa é que o setor naval gere cerca de 20 mil empregos e o calado do Canal vai passar de 7 para 11 metros de profundidade. Como está esse processo?

LUIZ PAULINO – Está dependendo da Prefeitura para tudo ficar em ordem. É uma meta que queremos alcançar e faz parte do programa de governo pois é uma coisa esperada há mais de 20 anos. Isso não era uma obrigação do município, pois quem cuida dos portos brasileiros é o Governo Federal. O porto hoje é um dos principais no setor de óleo e gás da cidade e não só a região portuária, mas o entorno, como as empresas que fazem reparos e construções navais. Principalmente a área de reparo tem sido importante no atendimento as plataformas. Os estaleiros que não estão podendo receber serviços, e deve sair a licitação internacional e equipamentos necessários em breve; para os próximos meses.

AT – Como está a situação do Terminal Pesqueiro de Niterói?

LP – Esse é mais um objetivo nosso e mais uma meta e projeto de governo. Uma fase de importância do segmento para nossa cidade. É onde são instaladas as empresas de capturas e sediadas as embarcações e o sindicato. A cidade tem vocação pesqueira centenária e esse terminal vai ajudar a cadeia. Estamos esperando um estudo do avaliador da Prefeitura para finalizar, com a Companhia Docas que é a proprietária do terreno, e nos interessa para o terminal uma PPP (Parceria Público Privada). Já existem empresas interessadas.

Foto: Douglas Macedo/Prefeitura de Niterói

AT – Qual a importância de iniciativas como o Conleste para o desenvolvimento da cidade? Essa consonância com outros municípios ajuda a cidade em que sentido?

LP – A rigor Niterói é polo regional da Região Leste Fluminense. É natural que as coisas que não puderem ser instaladas sejam em outros municípios, e esses outros sejam favorecidos ou incentivados. A ideia é bastante interessante e todos saem ganhando, um vai ajudando o outro e isso faz a economia girar

AT – Quais suas principais conquistas como secretário?

LP – As conquistas não são momentâneas e são palavras, aconselhamentos, trocas de ideais, cada um comentando seus ideais. Tudo isso para o bem da cidade. A Amazônia do Estado do Rio é a Baía de Guanabara e ter uma licença é uma conquista que mostra todo o trabalho da secretaria. Isso envolve o meio ambiente e trazer à tona a possibilidade de ter um Terminal Pesqueiro é uma conquista. Niterói não é um apêndice do Porto do Rio. Ela tem seu papel no desenvolvimento da cidade e do Estado.

AT – Quais as diferenças entre atuar na Secretaria e na Acierj, que tem iniciativa privada?

LP – A Acierj congrega e defende quem trabalha no comércio, na indústria e no trabalho em si. Elas caminham juntas, o poder público e privado caminham juntos. Não existe o estado, país ou município sem o poder privado. Eles estão lado a lado.

AT – O que o senhor gostaria de ter feito que ainda não conseguiu realizar?

LP – Já fiz muitas coisas e participações que eu tive nas iniciativas privadas na cidade e também na atividade pública. Não sou político, sou um técnico dentro de uma secretaria muito importante no nosso município. Contribuí para o município em que fui criado. É uma forma de devolver isso tudo e fazer com que outras pessoas consigam prosperar.

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