Luiz Antonio Mello: Crianças e a volta à escola, ou, o mundo gira o Treva roda…

Gaudinópolis, RJ – O presidente Treva afirmou nesta sexta-feira (15) que determinar a obrigatoriedade da vacina contra a Covid-19 seria uma “irresponsabilidade” porque vacina ainda é “experimental”. Não sei onde ele espalha essas coisas porque não fala com a imprensa, mas deve ter sido no Animal Channel.

Desde que tomou posse o Treva não trabalhou. Se dedica ao confucionismo, tumulto, a vadiagem, desfila pelo país jogando milho para os seguidores de sua seita, ora em aviões de custo operacional elevadíssimo (o Airbus 320), ora em Ford Fusion Hybrid (custa R$ 180 mil) e outros 40 Ford Fusion e Edge (custa R$ 300 mil), todos blindados que servem ao bando que faz a sua segurança.

Numa conta para baixo, se considerarmos R$ 200 mil o valor de cada um dos 50 carros que servem a presidência (esqueceram do séquito de primeira dama) são R$ 10 milhões. Fora custo com pessoal, combustível, manutenção e, claro, a blindagem nível III que custa, em média, R$ 40 mil, vezes 50 são R$ 2 milhões. Valor inicial das aventuras de Treva, o mau militar (segundo o general Geisel): R$ 12 milhões de carros.

O leitor trevista irá rebater a bala: “ora, quer mais vadio do que Lula, seu canalha comunista?”. Sim, caro leitor, Lula era um vadio turbo, mas, esperto, passava os dias viajando, enchendo a cara mas deixando o seu governo funcionar e, de quebra, fazendo o que fez na Petrobrás e entorno.

Treva não se contenta em coçar o seu saco e encher o nosso. Ele se mete no governo, demite humilhantemente ministros pela imprensa, obriga generais a baterem continência pra baixo e, em dois anos, conseguiu fazer o que todos os terroristas que assolaram o país não conseguiram: destruiu a nossa reputação.

Ao contrário de Midas, Treva transforma ouro em merda. Tudo o que toca, olha, mexe, vira cocô, a começar pelo Brasil que de potência emergente virou paria mundial em menos de dois anos. Pé frio, desde que assumiu o Brasil mostra uma tragédia em cima da outra. Ligado quadrilheiros fingiu que não viu o fogo lamber o Pantanal, a Amazonia, jogou-se nos braços do centrão, a ala mais corrupta do Congresso, etc.

Treva não pensa, ele cisma. Essa semana o beócio presidente do Banco do Brasil teve a ideia de jararaca de anunciar um plano de demissão voluntária no auge da maior crise sanitária da história. Ao invés de chamar o sujeito no gabinete, cuspir na cara dele, dar bofetadas e torturar, Treva preferiu escrachar publicamente e o cara que acabou se saindo de vítima.

Todo mundo (???) sabe que, presas em casa, vendo Treva na TV e respirando neuroses de adultos, as crianças estão começando a apresentar sintomas emocionais complicados. Estresse, melancolia, agressividade. Criança normal, dizem os especialistas, fazem lambanças, destroem tudo, testam os limites dos pais de minuto em minuto, mas há quem ache que criança tem que andar na linha, aos 2 anos, garfo não mão esquerda, faca na direita, terninho de veludo. Só rindo.

Para não se tornarem novos Treva, as crianças precisam voltar para a escola não só para estudar, mas para aprenderem a viver. Escola é uma maquete do mundo, da vida. É lá que as crianças se entendem, se desentendem, caem na lama, tiram nota máxima, também nota mínima, apanham, batem, beijam, se machucam, gargalham, choram, sentem saudades de casa, enfim, é na escola que eles conhecem (caramba, tenho horror a essa expressão inventada pelos hipsters da sub intelectualidade) o pertencimento (desculpem), a capilaridade (desculpem 2) das emoções e conhecem a nossa sublime imperfeição. Vão entender que o Treva não é regra, o caso de Treva foi, digamos, um aborto mal sucedido que trouxe ao mundo um mamífero bípede carregado de provações, complexos, inferioridade e uma carga de ódio capaz de fazer de Godzilla um escoteiro mirim.

Um jogador de peteca da praia de Icaraí andou dizendo um dia desses que Treva é contra a vacina porque como a sua popularidade está desabando quer dizimar o número de eleitores para poder cercar melhor o gado para 2022. Já anunciou que se não ganhar a eleição será por fraude e vai dar um autogolpe porque já prevê que será roubado. Fica no poder mais uns anos, depois passa o fuzil para a sua barrigada, Vil 01, Vil 02, Vil 03, Vil 04 (esse já segue os passos Lulinha) e, como os ídolos Hugo Chaves/Nicolas Maduro vai se perpetuar no trono.
E assim cavalga o Brasil.

P.S. – Em entrevista realizada em 1993, Ernesto Geisel, quarto presidente da ditadura militar brasileira, afirma que Jair Bolsonaro é um mau militar que pedia um novo golpe. À época Bolsonaro era deputado federal. Nesses trechos da entrevista, Geisel afirmou que os “militares devem ficar fora da política partidária, mas não da política geral”. Segundo ele, todo político que começa a se “exacerbar em suas ambições” logo imagina uma revolução a cargo das Forças Armadas. “Neste momento em que estamos aqui conversando, há muitos dizendo: ‘Temos que dar um golpe. Temos que derrubar o presidente! Temos que voltar à ditadura militar!’ E não é só o Bolsonaro, não! Tem muita gente no meio civil que está pensando assim”, disse o presidente. “Presentemente, o que há de militares no Congresso? Não contemos o Bolsonaro, porque o Bolsonaro é um caso completamente fora do normal, inclusive um mau militar. Mas o que há de militar no Congresso? Acho que não há mais ninguém.”

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