Luiz Antonio Mello: Apresentando Niterói aos amigos

Cátia e Sergio moravam em Brasília e mudaram para Niterói no ano passado, poucos dias antes de explodir a pandemia. Não deu para conhecerem nada, ainda.

Eles têm o Ian, filho de 8 anos, mas foi através do Tibi (fala-se Tibí), um simpático, atento e inteligente cachorro da raça Shih Tzu (amigo da minha Luna), que nos tornamos amigos.

Falando de Niterói, confirmei que a gente conhece mais a cidade em que vivemos quando mostramos ou falamos dela. Como eles estão em quarentena – eu também – não saímos ainda para dar um bom giro pela cidade, o que vai acontecer em breve.

Sergio tem uma boa percepção, acha a cidade bem cuidada e, pela internet, acompanha os programas culturais da prefeitura e outras ações do setor. Expliquei que, de fato, a cultura foi, até dezembro, um setor que alavancou a cidade, e que, como tudo, está parada por causa da pandemia. Uma revolução que começou nos anos 1990, com a inauguração do MAC, restauração do Teatro Municipal, Solar do Jambeiro, e, bem depois, os programas de incentivo, como os Editais de Audiovisual e similares.

Conto que é uma cidade rica, com orçamento deste ano em R$ 3,5 bilhões graças, principalmente, aos royalties do petróleo.

A área de saúde morde R$ 649,7 milhões, mas, ainda assim, é historicamente falha. Não há um hospital municipal de emergência que possa atender a casos mais complexos como a área de trauma. Para piorar, a emergência do Hospital Antonio Pedro, que era referência no Estado do Rio, está fechada. Atendia, em média, a 800 pacientes por dia.

O HUAP é mantido pela Universidade Federal Fluminense (UFF), e pela estatal Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, que alegam não ter dinheiro para manter o setor, que é crucial. A percepção é de que como a mídia, a sociedade e a Câmara não cobram, eles deixam como está. Hoje, um cidadão que sofrer um acidente, tiver um AVC, só tem um hospital público na cidade: o estadual Azevedo Lima.

Em compensação, a saúde privada na cidade é de primeira linha. Grandes e ótimos hospitais e clínicas, além de serviços correlatos, são de primeira linha. Quem paga plano de saúde, vive no nirvana. Quem não paga, padece no inferno. Explico aos três que a educação pública na atual gestão está melhorando e as escolas particulares estão cada vez melhores, antenadas, na vanguarda.

A população já foi mais bairrista, mas, ainda assim, acha (com razão) Niterói a melhor cidade da Região metropolitana. Afinal, desgraças a Marcelo Crivella, o Rio foi jogado no esgoto e, sinceramente, com todo o otimismo que insiste em me fazer levantar de manhã, não sei se há solução para a cidade que foi maravilhosa e hoje é lixo universal (duplo sentido, por favor).

Segurança pública: o Niterói Presente resgatou a cidade das garras da bandidagem, mas, e depois, como ficará? Quando houve a fusão dos antigos Estado do Rio com a Guanabara, em 1975, Niterói tinha 1.300 ou 1.500 militares (as informações são destoantes) no 12º. Batalhão da PM atendendo somente a Niterói. Com essa famigerada fusão, reduziram para 700 e, pior, dividindo com Maricá. O Niterói Presente é um curativo de emergência, que deveria ser substituído pela PM normal. Mas como, se não há contingente?

A população da cidade hoje é de 510 mil habitantes, que aumenta muito nos dias úteis. Afinal, 65% das pessoas que chegam a cidade, pelo Terminal João Goulart, vem de São Gonçalo e arredores. Mais de 60% dos trabalhadores no comércio vivem lá. A UFF, reúne 60 mil pessoas, entre alunos, professores e funcionários, sendo a maioria de fora de Niterói.

Niterói se destaca pelo setor de serviços. Por exemplo, a cidade tem médicos, dentistas, advogados e demais profissionais liberais de altíssimo nível e expertise. Ter que ir a um médico no Rio é coisa do passado.

Um setor que tenta avançar por aqui é o de tecnologia. Por exemplo, há dias fui ao Google procurar uma empresa de marketing digital e acabei solicitando um trabalho a THP Consultoria e Marketing (https://thpmkt.com ) e para a minha agradável surpresa fui muito bem atendido, o trabalho ficou ótimo, preço justo e num prazo excelente. Gostaria de utilizar empresas semelhantes por aqui (que fornecessem streaming, por exemplo) mas os impostos estaduais extorsivos espantam essas empresas que acabam atuando (gerando empregos e dinheiro) em São Paulo, Minas, Paraná.

Contato – luizantoniomellomail@gmail.com

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