Áreas comuns ‘Prédio da Caixa’ passam por limpeza

Na manhã de terça-feira (9) foi feita uma ação de limpeza no Edifício Amaral Peixoto, no Centro de Niterói, mais conhecido como “Prédio da Caixa”. A ação foi realizada pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), que teve apoio da Guarda Municipal e da Polícia Militar, e teve objetivo de facilitar a vistoria que está marcada para amanhã, com autorização do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), a pedido da Prefeitura de Niterói.

A ação contou com uma grande limpeza nas áreas comuns do prédio, que está fechado desde 2019, e foram retirados caminhões cheios de lixo. A Prefeitura de Niterói informou que a Clin retirou mais de dois caminhões de resíduos dessas áreas para liberar o espaço para que as equipes possam transitar durante a vistoria. Mas a Enel Distribuição Rio garantiu que o prédio continua com a energia desligada por motivos de segurança e risco para a população.

No último dia 1º, a Prefeitura de Niterói ganhou parecer favorável do TJRJ para uma avaliação no edifício. O despacho foi parte do processo de desapropriação do imóvel, que é de interesse público, e deferido pela 7ª Vara Cível. A decisão pontuou ainda que a vistoria será realizada até 15 dias úteis a partir da intimação, mas a administração pública ainda não divulgou a data que será realizada.

A Procuradoria Geral do Município informou na última segunda-feira que o objetivo da vistoria é aferir o valor dos imóveis para definir a proposta de indenização no processo de desapropriação. A vistoria contará com os peritos técnicos (engenheiros e arquitetos) e utilizará como parâmetro as metodologias estabelecidas nas normas técnicas da ABNT. O imóvel será destinado a projeto de habitação de interesse social e equipamentos públicos.

Reunião – Representantes dos moradores despejados foram recebidos na tarde de terça-feira (9) na Prefeitura. O encontro foi mediado pelo secretário Municipal de Direitos Humanos, Raphael Costa, com objetivo de organizar o atendimento das demandas dos moradores. A reunião aconteceu após a ação de limpeza do edifício realizada pela Secretaria de Ordem Pública (SEOP) e pela CLIN.

No encontro, as lideranças dos moradores despejados apresentaram suas demandas e reivindicações.

“Nossas prioridades são a retirada dos pertences pessoais do prédio, a prorrogação do aluguel social e a participação do projeto de habitação popular”, afirmou Lorena Gaia, síndica do condomínio do edifício.

Apesar do despejo ter sido determinado pela Justiça a partir de pedido do Ministério Público, os representantes da Prefeitura se comprometeram em prestar todo o suporte necessário para a garantia dos direitos. Também participaram da reunião o secretário executivo, Bira Marques, o secretário de Defesa Civil, coronel Walace Medeiros, e o secretário de Administração, Luiz Vieira.

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