Leilão é opção rentável para investimento em imóveis

Raquel Morais –

Quem guarda uma grana para comprar a tão sonhada casa própria pode optar pelo parcelamento ou pagamento à vista, sonhando em ‘chorar’ aquele desconto. Mas, além da pechincha natural das negociações também há outro aliado para ajudar nessa aquisição, o leilão. Como forma de investimento, a opção também é rentável e economicamente mais atraente, mas é preciso estar atento a todos os detalhes. A diferença nos preços entre imóveis de leilões e vendas comuns pode chegar aos 23% dependendo do ‘desconto’ e forma de aquisição: venda direta com proprietário ou com agência bancária, lances na internet e até mesmo através de ações judiciais, por exemplo.

A guia de turismo Juliana do Rosário, de 29 anos, disse que comprar um imóvel através de leilão seria uma ótima opção de investimento.

“Para quem tem dinheiro guardado isso pode virar um negócio. É uma forma de aplicar o dinheiro e ganhar através das negociações. Atualmente eu não posso pensar em algo nesse sentido, mas com planejamento financeiro é possível”, explicou a moradora de Icaraí.

O educador financeiro da DSOP Educação Financeira, Rogério Braga, pontuou que é importante definir a finalidade para aquisição desse bem, seja para moradia ou investimento para futura renda passiva.

“O imóvel tem uma liquidez baixa, ou seja, precisando revendê-lo numa nova oportunidade pode ser que leve algum tempo para fazê-lo. Da mesma forma que para alugar exigirá um tempo mínimo para colocá-lo no mercado e, muitas vezes, precisará passar por reformas, ficando IPTU e condomínio sob sua responsabilidade e, portanto, devem ser considerados no momento da aquisição”, exemplificou.

O advogado Marcus Novaes é especialista em recuperação de ativos e teses rentáveis e explica a aquisição de imóveis através de leilões.

“É importante estar ciente sobre assuntos pertinentes para que a compra não venha acompanhada de dores de cabeça, que podem ser evitadas ou minimizadas. Creio que a principal questão são as despesas envolvidas na aquisição e os valores nesse procedimento variam, mas podem chegar a aproximadamente 10% do preço do imóvel arrematado”, comentou.

Outras questões importantes são a comissão do leiloeiro, que pode chegar aos 5%, o Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) e também os honorários de um advogado. Em caso de leilão judicial, com processo em curso, cada processo é definido o valor da comissão que chega aos 5% e todo leilão desse tipo o pagamento deve ser feito em parcela única. Outra questão é em relação aos valores dos lances. A primeira data marcada o valor do imóvel é referente à avaliação e a segunda data tem o valor mínimo como 50% do valor total.

Por exemplo, na Rymer Leilões, um apartamento de 83m² na Rua Joaquim Távora, em Icaraí, com dois quartos tem valor de avaliação para o primeiro leilão de R$ 550 mil e R$ 275 mil na segunda data, caso ninguém arremate o imóvel na primeira rodada de negociação. O baixo valor chama atenção para o investimento no negócio, mas como o advogado Marcus Novaes explicou, em cima desse custo ainda soma-se, em média, 10%, o que totalizaria o valor cheio em R$ 605 mil. Em um site de venda de imóveis usados um apartamento, no mesmo perfil, está sendo vendido por R$ 750 mil e quando comparado com os R$ 605 mil, a economia pelo leilão é de 23,96%.

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