Laudo que apura morte de jovem no Caramujo sai em 30 dias

Augusto Aguiar

Dentro de um prazo em torno de um mês peritos da Polícia Civil devem emitir um laudo técnico conclusivo sobre as circunstâncias da morte de Carlos Adriano da Silva Coutinho, de 17 anos, rapaz que foi baleado na manhã de terça-feira em uma incursão do 12º BPM (Niterói) na comunidade Novo Mundo, que compõe o chamado Complexo do Caramujo, na Zona Norte de Niterói. A ação policial e a morte do rapaz, cujos familiares afirmaram que trabalhava num lava a jato, levou moradores a bloquearem as pistas da Rodovia Amaral Peixoto nas imediações da entrada do bairro.

Houve tumulto no local, com moradores interditando as pistas da RJ-104 e atendo fogo em detritos. O prédio do Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) do Caramujo chegou a ser cercado e criminosos aproveitaram a situação para efetuarem disparos na direção dos policiais. O Batalhão de Choque (BPChq) foi acionado e obrigado a intervir na região, utilizando balas de borracha, gás de pimenta e bombas de feito moral.

O trânsito ficou interrompido na via gerando grande congestionamento de vários quilômetros em direção a São Gonçalo e no sentido contrário com reflexos no Centro e Ponte Rio-Niterói. Durante a madrugada desta quarta-feira (01) o policiamento foi intensificado na região para coibir novos atos de protesto e possíveis ataques a linhas de ônibus praticados por criminosos.

Na tarde de ontem, em clima de consternação e revolta por parte de familiares e amigos, o corpo de Carlos Adriano da Silva Coutinho foi sepultado no Cemitério do Maruí, no Barreto. O titular da Divisão de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) – especializada responsável pela apuração e esclarecimento da ocorrência – delegado Fábio Barucke, afirmou que um inquérito foi instaurado para apurar, com base em laudos técnicos, como confronto balístico, de onde teria partido o tiro que atingiu e matou Carlos Adriano.

“As armas dos policiais já foram apreendidas e vamos fazer um confronto balístico e estamos ouvindo testemunhas. Em um mês deve ficar pronto um laudo pericial e ainda veremos se haverá necessidade de simulação dos fatos no local (reconstituição)”, afirmou.

O 12º BPM, segundo comandante da unidade, coronel Márcio Rocha, também instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar causas e autoria da ocorrência.

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