Laudo de confronto balístico do caso João Pedro foi considerado inconclusivo por peritos

O laudo de confronto balístico, requisitado pela Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG), visando esclarecer detalhes técnicos e de onde partiu o tiro de matou o adolescente João Pedro Mattos, de 14 anos, foi inconclusivo, de acordo com fontes policiais.

O jovem foi morto com um tiro de fuzil, durante uma operação conjunta de policiais federais (PF) e agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), no dia 18 do mês passado, dentro de uma residência, no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo. As armas dos agentes foram apreendidas e submetidas a trabalho de perícia, que teve por objetivo esclarecer se os calibres batem com os fragmentos retirados do corpo do adolescente. A DH já havia informado que o projétil que matou o jovem era de calibre 5.56, mas segundo o laudo não há como precisar se o tiro teria partido de policiais ou supostamente de criminosos, que podem ter invadido a residência sendo perseguido pelos agentes. Aliás, essa foi a versão relatada pelos policiais em depoimento na sede da DHNSG.

A Defensoria Pública do Rio, que na quinta-feira (04) havia informado que solicitaria ao Ministério Público (MP) o adiamento o trabalho de reconstituição do caso, programado para terça-feira (dia 09), não divulgou se mudaria o posicionamento devido a falta de conclusão do laudo balístico.

Entre os procedimentos irregulares, apontados pela Defensoria Pública, está o fato das três granadas apresentadas como apreendidas no dia da operação não passarem por pericia no Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), mas pelo Esquadrão Antibombas, da própria Coordenadoria de Recursos Especiais. No inquérito a que os defensores tiveram acesso, consta ainda após a análise dos explosivos, as três granadas foram detonadas,  sob alegação de risco no armazenamento.

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