Laudo aponta que juíza levou 16 facadas

A morte da juíza Viviane Arronenzi, de 45 anos, foi causada por 16 cortes e perfurações a faca provocadas pelo ex-marido, o engenheiro Paulo José Arronenzi. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou que os ferimentos atingiram o rosto, a cabeça e a mão esquerda da magistrada que tentou se defender.

O laudo aponta que a morte aconteceu por volta das 18h, do dia 24 de dezembro, na Barra da Tijuca. O documento ainda mostra que a intenção do acusado era matar e não ameaçar a vítima.

Segundo uma fonte envolvida na investigação, Paulo continuou golpeando Viviane nas costas depois que ela caiu no chão. Apesar dos ferimentos em várias partes do corpo, os peritos afirmam que foi o corte na jugular que a levou à morte imediata. A juíza tinha ainda manchas roxas pelo corpo, no ombro e nas costas, o que pode indicar que ela foi arrastada pela calçada.

O engenheiro tinha três facas na bolsa no momento do crime, porém a faca utilizada para matar a vítima ainda não foi encontrada pela polícia.

Abriu mão da escolta por pena

Depois de passar 11 anos com o acusado, a juíza decidiu se separar do engenheiro, em julho. Ela se mudou para o apartamento da mãe com as três filhas. Dois meses depois, em 14 de setembro, ela passou a contar com uma escolta cedida pelo Tribunal de Justiça (TJ) do Rio depois de uma briga com José e uma tentativa dele de invadir o apartamento.

Ao dar uma carona para o ex-marido ver as filhas, eles discutiram e Viviane foi ameaçada de morte. Vendo que ele estava sem condições de visitar as filhas, ela tentou impedi-lo, mas foi empurrada. Ele forçou a entrada no prédio da mãe dela, em Niterói. A polícia foi chamada, a juíza registrou queixa na 77ª DP, em Icaraí, e solicitou medidas protetivas.

Há cerca de um mês, ela decidiu dispensar os seguranças porque estava incomodada com a presença deles e também porque, segundo amigos próximos, ela queria preservar a imagem dele como pai. Viviane assinou um termo de responsabilidade no TJ.

No dia do crime, ele pediu que Viviane levasse as filhas para vê-lo. Ela foi atacada assim que saiu do carro para entregar as crianças. Guardar Municipais que estavam próximo do local e chegaram logo após o ocorrido, disseram que o homem não respondia nada ao ser questionado do motivo pelo qual cometeu o crime.

Paulo foi levado para a Delegacia de Homicídio, mas permaneceu calado. Os agentes descobriram que em 2007 uma ex-namorada já tinha feito uma denúncia contra ele por agressão. Na sexta-feira (25), sua prisão em flagrante foi convertida em preventiva.

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