Justiça impede fechamento de hospitais de campanha de São Gonçalo e do Maracanã

A Justiça do Rio de Janeiro impediu, na sexta-feira, dia 17, que os hospitais de campanha de São Gonçalo e o do Maracanã, na Zona Norte do Rio, fossem fechados, como havia anunciado o Governo do estado. A juíza auxiliar Aline Maria Gomes Massoni da Costa, da 14ª Vara da Fazenda Pública, determinou que os hospitais – construídos para reforçar o sistema de saúde do estado e atender pacientes infectados pelo novo coronavírus -, devem permanecer abertos.

A unidade de São Gonçalo contava com oito internados e a do Maracanã com 28 pacientes, a maioria nos Centros de Terapia Intensiva (CTI), até a manhã desta sexta. A juíza determinou ainda que os pacientes sejam mantidos nos hospitais e que não sejam suspensas as transferências de novos pacientes.

O Estado justificou a decisão alegando que seria o fim do contrato com a Organização Social Iabas, que se encerra nesse sábado. A Secretaria de Estado de Saúde (SES) garante que os hospitais não serão fechados de forma definitiva neste momento e que a Fundação Saúde cederá profissionais para aturem nas unidades para onde os pacientes estão sendo transferidos.

Enquanto o Governo do Estado tentava transferir os pacientes, um dos internados na unidade do Maracanã morreu na tarde desta sexta-feira (17). Profissionais da saúde que trabalham no local relataram que o hospital não quis declarar o óbito, o que teria sido feito pela equipe da ambulância.

A SES informou, em nota, que a morte do paciente, que estava em estado grave, não está relacionada com a remoção de outros pacientes. De acordo com a secretaria, não estava nos planos transferi-lo devido à gravidade de seu quadro clínico. Porém, durante o dia, a própria SES havia informado que todos os 26 pacientes seriam transferidos da unidade ao longo do dia.

Desde a inauguração, os hospitais de campanha do Maracanã e o de São Gonçalo têm problemas. Os funcionários têm sofrido com o atraso dos salários. Na última quinta (16), houve protesto de funcionários no Maracanã por falta de salário. O governador Wilson Witzel prometeu a construção de sete hospitais de campanha, mas só entregou os de São Gonçalo e do Maracanã, ambos com atrasos.

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