Justiça Eleitoral nega pedido de prisão de Anthony Garotinho

Wellington Serrano

Depois de passar o último fim de semana com a informação de que o Ministério Público em Campos dos Goytacazes, no Norte do Estado, havia pedido à Justiça Eleitoral que decretasse a sua prisão preventiva o ex-governador do Rio Anthony Garotinho (PR) respirou aliviado com nova decisão ontem da Justiça Eleitoral que negou o pedido de sua prisão.

Ele é suspeito de usar um programa assistencial chamado Cheque Cidadão para fraudar a eleição municipal de Campos no ano passado, em acusação que partiu do promotor Leandro Manhães e de ameaçar uma testemunha, por meio de terceiros. No entanto, o juiz eleitoral da 100ª Zona, Glaucenir Silva de Oliveira, afirma que não consegue “enxergar como poderia o réu usar matérias nada jornalísticas para atacar autoridades”.

“Não há fundamento para este decreto de prisão, valendo notar, entretanto, que por suas palavras e suas manifestações, o réu poderá ser acionado na Justiça por quem se sentir ofendido”, escreve o juiz Glaucenir na decisão.

Garotinho é um dos réus da ação penal do Chequinho. O político chegou a ser preso pela Polícia Federal em novembro de 2016. O promotor disse que Garotinho fez supostas ameaças para a radialista Elizabeth Gonçalves, em depoimento à polícia em maio. Outra acusação feita é de que Garotinho esteja usando seu blog para atacar testemunhas ainda não ouvidas no processo. Caberá ao juiz da 100ª Zona Eleitoral, em Campos, decidir pela prisão ou não de Garotinho.Em novembro passado, Garotinho foi preso por causa desse mesmo processo, mas conseguiu um habeas corpus.

Elizabeth, que trabalhou na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano e Social de Campos, foi presa em outubro de 2016 acusada de participar de um esquema de compra de votos por meio do programa assistencial. Em depoimentos, ela informou como o suposto esquema funcionava. Em 8 de maio passado, ela procurou a Polícia Federal para denunciar as ameaças. Elizabeth diz que está sendo perseguida desde que admitiu sua participação e contou detalhes sobre a compra de votos.

Em nota divulgada na sexta-feira, o advogado de Anthony Garotinho, Fernando Fernandes, informou que o promotor está desafiando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ao pedir prisão de Garotinho e ingressa com exceção do juiz substituto. Segundo Fernandes, as razões constantes no pedido são uma afronta à decisão do TSE, que deu liberdade de manifestação ao ex-governador.

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