Jurista decide mudar de carreira para tornar a vida mais deliciosa

Necessidade, oportunidade, sonho. Não importa o motivo. O fato é que muitas mulheres apostaram no empreendedorismo como caminho para se reinventar na pandemia. O Brasil conta, atualmente, com 24 milhões de mulheres empreendendo. A maioria delas começaram pela necessidade de aumento de renda, alcançar a independência financeira ou como uma medida de combate ao desemprego. Formada na área jurídica, Ihonne Margareth de Souza e Silva, de 51 anos, não estava feliz com o que fazia e, com o incentivo do companheiro, ela se reinventou e começou a vender doces.

“Antes da pandemia, eu estava no mercado formal. Minha rotina de trabalho era em home-office fazendo atendimento integral ao cliente. Com a pandemia, houve demissão em massa, e após o fim do contrato com a empresa que prestávamos serviço, eu não tive escolha. Pensei ‘esse é o meu momento’, e arrisquei”, explica.

Ihonne sempre quis ter uma loja de doces gourmet, mas como trabalhava em outras atividades fora do ramo, foi deixando para outras oportunidades a hora de colocar em prática o que sonhava. Com o sobrenome emprestado do seu companheiro, ela criou a ‘Manske Delícia’.

“O meu companheiro me ajudou muito. Ele foi meu grande incentivador, porque eu tinha medo de empreender. No sobrenome dele eu vi um duplo sentido que poderia ser uma brincadeira e fazer sucesso”, conta Ihonne que vive há 2 anos com Anthony Manske Vieira.

Ihonne e seu companheiro Anthony, grande incentivador da ‘Manske Delícia’

“Eu tinha receio de não dar certo, mas ele sempre acreditou no meu potencial e apostou no meu despenho. Lembro que, no primeiro dia de vendas, ele também levou para a empresa que trabalha, e quando me sinalizou que havia vendido tudo em menos de uma hora, foi muito legal. Me senti realizada. E eu vendi os meus em menos de duas horas. Foi aí que tudo alavancou e apostamos todas as fichas”, diz Ihonne.

Conhecida como Nina Silva, ela conta que os sabores criados são baseados em sobremesas famosas, como sorvetes, chocolates, ou até mesmo em biscoitos. Nina diz que o melhor ingrediente, tirando o chocolate, é o amor pelo que faz.

“Sempre tive gosto por doces em toda minha vida, mas pelos brigadeiros sempre foi forte, por isso me dedico de todo coração para aprimorar os sabores e levar o melhor para os clientes. Eu sou suspeita para falar, porém, ver a satisfação dos meus clientes, me deixa muito feliz e realizada”, conta a empreendedora.

Para quem quer largar tudo e arriscar em uma nova área, o apoio da família é fundamental. “Minha família e a dele estão muito orgulhosos pelo nosso empreendimento”.

Dentre os doces que estão no cardápio, tem o Brigadeiro Tradicional, Beijinho, Abacaxi com Coco, Morango, Leite Ninho com Bis, Leite Ninho com Goiabada, Churros, Casadinho, Sensação, Ferrero Rocher, Romeu e Julieta, Uva, Doce de Leite com Amendoim, Nescafé, Capuccino, Chocobol, Queijo, entre outros.

Além de vender os doces nas lojas da Região Oceânica, Nina também recebe encomendas para festas. “Na minha rede social tem os contatos (@manske.delicia ou (21) 99457-7810) para que as pessoas possam fazer os pedidos que desejam”, diz.

ORGANIZAÇÃO E OBJETIVOS SÃO ESSENCIAIS PARA EMPREENDER COM SUCESO

A diretora do Coletivo Mulheres que Empreendem, Eliza Araújo, diz que, independentemente do tipo ou do tamanho do negócio, trabalhar com metas e objetivos é essencial para ver uma boa ideia se tornar rentável.

“O tal ‘plano de negócios’ pode assustar, porque, muitas vezes, não há tempo para estruturar. Por isso, traçar um objetivo inicial, focar no que quero vender, ajuda. Sem metas não há organização, e empreender também é resultado”, defende.

As crises podem ser vistas também como oportunidades e ensinamentos. A partir dessa grande dificuldade mundial sobreviveu, aprendeu, se reposicionou e não desistiu. “Quanto mais pessoas estiverem envolvidas com um negócio próprio, mais a economia cresce. E não é necessário tomar a frente de uma grande indústria para isso. Pode ser um salão de beleza nos fundos de casa ou a venda de produtos artesanais na feira do bairro. Movimentos desse tipo geram emprego, elevam a renda média e melhoram a qualidade de vida das famílias”, explica Eliza.

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