Junho Vermelho destaca importância da doação de sangue

Dezesseis brasileiros em cada mil são doadores de sangue, o que representa 1,6% do total da população. A estimativa é de que 66% dessas doações sejam espontâneas, ou seja, de pessoas que buscam os centros de doação voluntariamente, segundo dados do Ministério da Saúde. Nos últimos anos, as taxas de doação ficaram estáveis, o que demonstra que há uma conscientização da população, os bancos de sangue do Estado do Rio, por exemplo, se encontram abastecidos. No entanto, o ministério reforça que é necessário fortalecer as ações que estimulam a doação voluntária para manutenção dos estoques no país.

Durante o todo mês a campanha Junho Vermelho incentiva a doação. Na última sexta-feira (14) foi comemorado o Dia Mundial do Doador de Sangue e, na data, o ministro da Saúde interino, João Gabbardo, comentou que as datas são importantes para lembrar que a doação de sangue salva vidas, em especial no inverno e feriados prologados, períodos em que se tem uma baixa de estoque de sangue, é preciso ampliar as ações para levar o público aos hemocentros. “Nesses momentos, as pessoas mudam suas rotinas, viajam ou aproveitam para descansar. Então é importante fazer a doação de sangue antes de viajar ou de curtir o feriado”, diz o ministro interino.

Segundo o último balanço do Ministério da Saúde, em 2017 foram coletadas 3,4 milhões de bolsas de sangue e realizadas 2,8 milhões de transfusões. Desse total, 34% correspondem à doação de reposição – quando o indivíduo doa para atender à necessidade de um paciente. A média de doações no país está dentro da meta da Organização Mundial de Saúde (OMS), que preconiza que entre 1% e 3% dos habitantes de um país sejam doadores de sangue.

Morador do bairro Boaçu, em São Gonçalo, Almir Batista tem 31 anos e é funcionário público. Há cinco anos teve a decisão de ir ao Hemonúcleo da cidade por conta própria e realizar a doação e, a partir daí, doa duas vezes por ano. Nesta sexta, compareceu a ação sem nem saber que é uma data comemorativa.

“Já perdi a conta de quantas vezes pude ajudar até hoje. Vim a primeira vez de espontânea vontade a fim de ajudar ao próximo. Admito que foi umas das melhores escolhas que já fiz, porque fazer parte desse ato de solidariedade e saber que posso ajudar uma pessoa com algo que eu tenho de sobra, porque criar empecilhos? O sangue é parte fundamental para todos nós, então, as pessoas precisam se conscientizar que um ato que dura cerca de 10 minutos, não causa danos e pode salvar até três vidas”, declarou.

A média de doação ao Hemonúcleo em São Gonçalo são de 400 bolsas de sangue por mês. Apenas em 2018, a unidade teve aptos 2.475 doadores de sangue. De janeiro de 2019 até o momento, o número é de 1.447 doações. Para manter os estoques abastecidos e garantir a assistência à população, há a necessidade de receber 40 doações ao dia, mas a unidade tem recebido a média de 15 a 20 doações diárias, quantidade insuficiente para suprir a demanda gerada pelos hospitais da rede pública municipal e das clínicas conveniadas ao SUS.

Recomendação para doar sangue
Pessoas com mais de 16 anos (até os 18 com autorização do responsável) e até 69 anos que pesam no mínimo 50 kg e em bom estado de saúde são potenciais doadores. A recomendação é para que o doador esteja descansado, não tenha ingerido bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores à doação e não esteja de jejum. Homens podem fazer quatro doações anuais e mulheres três. O intervalo mínimo deve ser de dois meses para os homens e de três meses para as mulheres.

Segundo o Ministério da Saúde, a doação é segura e todo o sangue coletado é testado para HIV, Hepatite C e B, respeitando a “janela imunológica” dessas doenças – aquele tempo em que o vírus já está presente no doador, mas ainda não é possível sua detecção. Por isso, o processo que antecede a doação é composto por entrevista em que é avaliado o estado de saúde do paciente.

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