Junho Vermelho: alerta para doação de sangue

Raquel Morais

Amanhã é comemorado o Dia Mundial do Doador de Sangue e especialistas reforçam a importância de constante doação de sangue, não somente em períodos específicos. Na Clínica de Hemoterapia e no Hospital Universitário Antonio Pedro (Huap), ambos no Centro de Niterói, médicos e enfermeiros esperam um aumento na demanda de doação no mês do Junho Vermelho.

A hematologista do Huap, Olga Maria Diniz, explicou que o estoque está razoável, mas o feriado já chama atenção para a causa. “Estamos com um estoque razoável desde o mês passado. Sempre é importante enfatizar a necessidade da sensibilização constante da população para virem doar. As bolsas de sangue são de uso exclusivo para o Huap e quando necessário fornecemos para o município”, explicou a médica.

O supervisor de captação da Clínica de Hemoterapia, Joaquim Gonçalo, também frisou a necessidade dessa constância na doação pela validade do material doado. “Após o processo de doação, as plaquetas só têm cinco dias de validade. Por isso é bom sempre ter doação, todos os dias, para que os estoques nunca fiquem vazios, já que servimos materiais para hospitais públicos e privados, como o Hospital Estadual Azevedo Lima (Heal) e o Complexo Hospitalar de Niterói (CHN)”, exemplificou.

Um dos empecilhos usados para justificar a não doação é o medo de ficar fraco e desmaiar, o que foi desmistificado pela técnica em hemoterapia, Shirley Ribeiro. “Não precisa ter medo de doar sangue. Temos toda uma equipe médica auxiliando para qualquer eventualidade. O doador pode se sentir fraco ou a pressão arterial abaixar um pouco, mas é algo simples, que pode ser contornado facilmente. Cada bolsa de sangue pode salvar até quatro pessoas. Isso é vida pura”, comentou.

O autônomo Rafael Moreira, de 27 anos, doa sangue de duas a três vezes por ano desde os 18 anos. A motivação na época foi o acidente de um primo que precisou fazer transfusão de sangue. “Na época eu doei para ele e depois vi que muitas pessoas, que não são meus parentes também poderiam estar nessa situação. A partir daquela situação e não fiquei sem doar”, lembrou.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

13 + 14 =