Julgamento da cúpula do jogo do bicho é adiado novamente

Foi adiado o julgamento em 2ª instância dos réus da Operação Furacão, apontados como representantes da cúpula do jogo do bicho no Estado. Ainda não foi marcada uma nova data. A decisão ocorreu 12 anos após a operação. O desembargador Paulo Espírito Santo, revisor do processo, pediu para que o julgamento fosse mais uma vez remarcado, alegando o fato de que teve apenas um mês para realizar o procedimento.

Entre os réus do processo, estão Capitão Guimarães, Anísio Abraão David e Antônio Petrus Kalil, o Turcão, este último faleceu no fim do mês passado, que os aponta como chefes da contravenção no estado, além de empresários, advogados, policiais e até um procurador federal. A equipe do desembargador Paulo Espírito Santo informou que ele estava de licença médica entre os meses de setembro e novembro do ano passado, e que logo em seguida houve o recesso do tribunal e este mês ele está de férias.

Entre os 23 réus, Aílton Guimarães Jorge, o Capitão Guimarães, foi presidente da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio (Liesa), e Anisio Abraão David, o Anísio, patrono e presidente de honra da Beija-Flor, de Nilópolis, na Baixada Fluminense. Junto com Antônio Petrus Kalil, o Turcão, foram condenados em 1ª instância a 48 anos e 8 meses de prisão. Depois obtiveram o direito de responderem ao processo em liberdade. Se as condenações forem mantidas no Tribunal Regional Federal da 2ª Região, o Ministério Público Federal (MPF) deve pedir que os réus voltem imediatamente para a cadeia.

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