Juíza morta pelo ex-marido na Barra da Tijuca morava em Niterói

Raquel Morais

O ex-marido da juíza Viviane Vieira do Amaral Arronenzi, 45 anos, que morreu esfaqueada por ele na Barra da Tijuca na última quinta-feira (24), foi transferido para a Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte na sexta-feira (25). Paulo José Arronenzi, de 52 anos, matou a moradora de Niterói na frente dos três filhos do casal. O corpo será cremado no Crematório e Cemitério da Penitência, no Caju, Zona Portuária do Rio neste sábado (26), às 10h30min.

A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) instaurou inquérito para investigar o assassinato da juíza. O autor foi preso e autuado em flagrante por feminicídio.

Paulo, que é engenheiro, estava na Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) e agora está no presídio. Contra ele já tinham duas anotações criminais, uma pela própria juíza e outra de um relacionamento passado.

Ele foi preso em flagrante por guardas municipais do 2º Subgrupamento de Operações de Praia (SGOP) e a juíza Monique Brandão decretou a prisão preventiva. Os agentes estavam no Bosque da Barra, próximo ao local, e foram acionados por pessoas que presenciaram o fato.

Viviane saiu de Niterói, onde morava com os três filhos, e foi ao encontro do ex companheiro na Barra, para entregar as crianças (entre 7 e 9 anos) para passar o Natal com o pai. Ao sair do carro, na Avenida Rachel de Queiroz, ela já foi atingida por uma facada, na frente das crianças que gritaram pedindo para o pai parar.

A juíza já tinha registrado queixa na delegacia contra o engenheiro por lesão corporal e ameaça. Ele foi enquadrado na Lei Maria da Penha e ela conseguiu escolta policial concedida pelo TJ-RJ, mas pediu para retirá-la depois.

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