Jovem de Niterói é destaque na base do Coritiba

Da Comunidade do Palácio para os principais gramados do Brasil. O jovem Erik Rebello, de 17 anos, é nascido no sul do estado, mas foi criado no morro da Zona Sul de Niterói e hoje defende as cores do time sub-17 do Coritiba. Ou seja, mesmo que os times de futebol da cidade de Niterói não vivam bom momento, a cidade permanece sendo um celeiro de atletas.

Rebello conta um pouco de sua história. Do início em clubes de futsal na cidade, até chegar ao Coxa. O jogador, mesmo sendo muito jovem, disputou até mesmo torneios internacionais. Ele jogou um campeonato na Espanha, antes de ir morar no Paraná. Atualmente, o jovem vive no alojamento do clube, no Estádio Couto Pereira.

“Eu nasci em Resende, Rio de Janeiro, mas me mudei muito novo para Niterói. Lá, com 10 anos, comecei a jogar bola, futsal no Clube Português, enquanto morava na Comunidade do Palácio. Comecei a jogar nesse clube, alguns campeonatos, logo depois fui para o Esporte Clube Brasil, onde disputei o Mundialito de Futebol 7, na Espanha. Logo depois, no sub-13, fui para o projeto Toque Certo, no Morro do Beltrão, em Niterói”, contou.

Antes de chegar ao Coritiba, Erik passou pelo “Cantusca”, um dos clubes mais tradicionais de Niterói, que acabou se tornando o “trampolim” para que passasse a vestir a camisa do campeão brasileiro de 1985. O rapaz, após se destacar na categoria sub-13 de futsal, foi remanejado para o futebol de campo.

“De lá, fui para o Canto do Rio. Um clube essencial para mim, que me ajudou bastante. Lá eu disputava o Carioca de futsal e comecei a jogar no campo sub-13. Chegava a jogar dois jogos no mesmo dia. Fomos para a final do Carioca de campo e o observador do Coritiba, que já estava olhando treinos nossos, me chamou em 2019”, continuou.

Entretanto, por pouco a cidade de Niterói quase deixou de ter mais um talento dos campos. O atleta conta que seu sonho, inicialmente, era ser policial e cursar a faculdade de Direito. Ainda na infância, o rapaz se aventurou em outra área que pouco tem a ver com o futebol: a música.

“Graças a Deus consegui passar e estou aqui, até hoje, no sub-17 do Coritiba. Sempre quis fazer faculdade de Direito, a maior parte da minha filha fez. Queria ser policial rodoviário ou delegado. Fiz aula de música, me apresentei em teatros de Niterói”, prosseguiu.

O rapaz não esconde quais são seus grandes sonhos: defender uma equipe europeia e chegar à Seleção Brasileira. Entretanto, ele sabe que o caminho é tortuoso. Para passar por todos os obstáculos, ele se espelha em um ídolo, que veste a “camisa 10” do Flamengo. “Um cara que eu gosto muito é o Diego Ribas do Flamengo, dentro e fora de campo. Ele é um cara muito maduro, inteligente. Gosto muito dele. Jogo de lateral-direito mas eu cheguei aqui, fazendo o teste, como volante e meio-campo. Meu objetivo é assinar o contrato profissional, tentar ajudar na minha categoria e jogar na categoria acima. Queria muito jogar na Seleção Brasileira e na Europa”, concluiu.

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