JOURDAN AMÓRA: RELIGIÃO E PARTIDOS

O nome Cristão pode ser adotado para identificar partidos políticos, como aconteceu com o Partido Democrático Cristão (PDC) que contou com homens dignos na atividade política como o extremado católico Dayl de Almeida e o presbiteriano (depois batista) como Geremias de Mattos Fontes. Já a antiga deputada Sandra Cavalcanti, presença permanente em palestras nas Igrejas Católicas, preferiu manter-se na UDN de Carlos Lacerda. Na época Igreja Católica teve simpatia pelo objetivo anticomunista dos revolucionários de 1964.

A Igreja Católica não se manifesta diante do quadro político nacional e nunca buscou a segregação partidária-religiosa.
Mais tarde surgiram partidos como Partido Trabalhista Cristão (PTC) e o Partido Social Cristão (PSC), este valorizado quando elegeu Wilson Witzel governador do Estado. Grandes lideranças evangélicas do passado, como o pastor Nilson do Amaral Fanini, cotado para disputar cargos políticos, não aceitaram a ideia da separação partidária. Fanini, grande orador sacro, dirigia a Igreja Batista de Niterói e tornou-se presidente da Aliança Batista Mundial, o equivalente ao que representa o Papa para os católicos.

Após o regime de 64 proliferam novas igrejas com identidade evangélica, nas mais variadas denominações, algumas das quais valorizadas pela conquista de canais de rádio e de televisão. Destas, muitas com forte vinculação política como a dirigida pelo pastor Silas Malafaia ou com forte influência com as integrantes da Igreja Universal do Reino de Deus, dirigida pelo pastor Edir Macedo, que conseguiu o feito de batizar no seu templo o novo Presidente da República Jair Bolsonaro (Continua).

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