Jourdan Amóra: Raros estados possuíam escola de Jornalismo

No debate promovido no auditório Petrônio Portela (Senado) em Brasília, o palestrante defensor da prática do jornalismo pelo mérito e não pelo diploma, só teve alívio quando o presidente da Associação de Jornalistas do Maranhão pediu a palavra para dizer à elite dos diplomados e detentores de cargos privativos de assessores de imprensa que em seu Estado, como em muitos outros, não existia nenhuma escola superior para cumprir a exigência.

Logo a seguir, uma senhora dirigente de um periódico na pequena cidade de Luz, em Minas Gerais, emocionou ao dizer que não fecharia o seu pequeno veículo, razão de vida para a competência e razão de viver da sua esforçada filha, deficiente física.

O palestrante era atuante na Associação Brasileira de Jornais do Interior (Abrajori) que contava com defensores da sua tese e outros já se dedicando ao curso superior, como complemento cultural e visando preservar a defesa da expressão do pensamento no interior. Havia um “jeitinho” brasileiro na lei: os mais de cinco mil diretores de jornais poderiam prosseguir na ativa, pois a este segmento não era exigida a formação superior, nem nos níveis empresariais ou jurídicos.

O debate prosseguiu por décadas como hoje se questiona à recente legislação, exigindo diploma superior ao exercício da atividade de historiador.

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