JOURDAN AMÓRA – OS CAMINHOS DA CONSTRUÇÃO DA VIDA (XVII)

Imagine o leitor entusiasmado com a variedade dos tesouros minerais de Araçuaí ao buscar coragem para ir ao encontro da riqueza aparentemente fácil, naquela terra distante. A sedução é muito grande como a história indica o valor de 10 mil contos de réis pelo quilo de esmeraldas vendidas para a Europa pelos sortudos mineradores pioneiros, atraindo libaneses e judeus mais experientes que os demais estrangeiros invejosos dos caminhos explorados pelos bandeirantes, apoiados por espanhóis e portugueses.

A área territorial de Araçuaí é gigantesca. O município habitado por menos de 70 mil habitantes abrange 2.236.279 km², incluindo parte da extensa Serra do Espinhaço, com a altitude de até 2.070 metros, pertinho do céu abençoador.

Tais números fazem supor a aventura de buscar uma agulha num palheiro.

Dos 5.570 municípios brasileiros, Araçuaí é o 674º maior. Uma área superior às ocupadas pelos municípios de São Paulo (1.521 km²) e do Rio de Janeiro (1,2 mil km²). É uma extensão quase cinco vezes o tamanho de Niterói (129,3 km²) e dez vezes superior à área de São Gonçalo (249 km²).

Mas naquele palheiro é fácil encontrar milhares de agulhas variadas, pois nos fundos dos rios ou na exuberante altura da Serra do Espinhaço há depósitos de valiosos minérios.

A subsistência humana é mais importante que a ostentação das brilhantes joias. Com boas terras e condições hidrológicas favoráveis, a terra foi tratada para gerar bons frutos em suas múltiplas fazendas, de inesquecíveis momentos para as joias do seu gentio agradável que exportou valores humanos, como Stuessel Amóra, base desta série.