Jourdan Amóra: Jornalismo cedeu lugar para os assessores de comunicação

Durante longos 40 anos o jornalismo perdeu e sua extrema identidade com o povo e assistiu o surgimento da figura dos assessores de comunicação social, especialmente na áreas governamentais. Tais ACS´s distanciaram também o jornalista das fontes de informação e do conhecimento das entranhas do Poder com a apuração dos fatos e o faro pelos detalhe escondidos sendo substituídos por matérias oficiais, exaltativas do Poder e pouco informativas. Substituiu-se a verdade jornalistica pela versão oficial, como nos tempos do DIP de Vargas.

O atentado à liberdade de exercício do jornalismo pelas cabeças pensamentos e pelos idealistas perdurou mesmo após a anistia politica. O golpe contra a imprensa autêntica foi tão drástico que a exigência do diploma, imposta pelo Decreto 972 de 1969 ocorreu sem a oportunidade de formar diplomados. A Escola de Jornalismo e o Curso de Cinema (hoje IACS) de Niterói foram inaugurados em 15 de março de 1968, graças ao empenho de Nelson Pereira dos Santos, então atuante no “Jornal do Brasil”, priorizando a sua especialidade, o cinema. Não existiam profesores e o curso durava quatro anos para se obter o anel e o diploma.

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