Jourdan Amóra: FENAJ via no diploma um meio para evitar a ‘proletarização’

Interpretando os anseios dos estudantes de comunicação e dos ocupantes de cargos reservados para os diplomados, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) mesmo criticando o regime militar teve a postura de se posicionar contra as exigências fixadas pela Junta Militar e que viria a ter a sua primeira derrota, no STF, em 2006.

O advogado da Fenaj chegou a sustentar, discriminatoriamente, que a condenação à exigência de diploma, feita pela Abrajori e levada ao STF pelo Sindicato das Empresas de Rádio e TV, de São Paulo, iria resultar numa maior proletarização da profissão assegurando “aos patrões” a seleção de profissionais. Seguia também a postura do Ministro Marco Aurélio de Mello, defensor da formação superior para “assegurar as boas técnicas de entrevista, edição e a condição de se reportar aos fatos”.

Talvez ignorasse, o primo de Collor, que esta técnica surgiu nos primórdios da imprensa, geradas pelos nascidos como jornalistas mais de 100 anos antes da criação das Escolas de Comunicação.
Os Sindicatos de Jornalistas aceitavam a dupla convivência pois no interior jamais um órgão de imprensa poderia pagar os salários atribuídos aos Assessores de Comunicação Social do Governo e das empresas, especialmente multinacionais.

A abertura pretendida foi concedida pelo STF em novembro de 2006, em meio a esclarecedores debates que focalizaremos no capítulo seguinte.

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