JOURDAN AMÓRA: ESTADO PRECISA DE NOVA CAPITAL (XVII)

As cidades com maior concentração populacional tem menos condições de reduzir emissão de poluentes, meta para se atenuar o aquecimento global. Os moradores de grandes concentrações como Seul, Cantão, Nova Iorque, Hong Kong, Los Angeles, Xangai, Cingapura, Chicago e Tóquio enfrentam dificuldades porque quase sempre estão distantes na relação moradia/trabalho ou estudo serem carentes e precisam de grandes deslocamentos na busca dos bens de consumo. Não contam com “cinturões verde” e o solo é impermeabilizado. O custo de vida é encarecido pelos fretes e deslocamentos pessoais.

Segundo a Universidade Norueguesa de Ciência, atualmente 4,5 bilhões de pessoas, representando 55% da população mundial, residem em cidades, principalmente as maiores de cada país e com “status” de capitais. A ONU aponta a possibilidade de chegarmos a 2050 com 68% da população residindo nas cidades. Sobra muito pouco para as demais cidades, inclusive aquelas com maior identidade na produção de alimentos.

Humanizar cidades com a visão voltada para o meio ambiente e produção de alimentos é tão importante como reduzir a movimentação de veículos e preservar o verde, inclusive com a formação, no entorno das novas cidades, de agrovilas.

A Europa tradicionalmente conta com cidades de porte médio, com população em torno de 100 mil habitantes e vinculada a zonas de produção. A gravidade do problema pode ter um paradigma no processo de urbanização comprovado em Niterói: quando a cidade era capital – até 1975 – a área urbana envolvia 18,98 km² e, mesmo com os “espigões”, cresceu para 43,20 km²dezesseis anos depois, chegando a 50,25 km² em 2002 e a 58,96 km² em 2014.
Na década de 90 Niterói extinguiu o 2º Distrito, que era a sua zona rural. Ainda naquela época era comum ver burros com suas cestas trazendo produtos agrícolas para o centro da cidade. Nas imediações do Largo do Batalhão existiam grandes hortas e hortos. Sumiram as quitandas e hoje o abastecimento de gêneros e hortigranjeiros está concentrado em distantes centrais de abastecimento ou em supermercados, dependentes da movimentação dos caminhoneiros, como ficou comprovado durante o movimento por eles deflagrado em maio deste ano. (Continua)Niterói: quando a cidade era capital – até 1975 – a área urbana envolvia 18,98 km² e, mesmo com os “espigões”, cresceu para 43,20 km²dezesseis anos depois, chegando a 50,25 km² em 2002 e a 58,96 km² em 2014.
Na década de 90 Niterói extinguiu o 2º Distrito, que era a sua zona rural. Ainda naquela época era comum ver burros com suas cestas trazendo produtos agrícolas para o centro da cidade. Nas imediações do Largo do Batalhão existiam grandes hortas e hortos. Sumiram as quitandas e hoje o abastecimento de gêneros e hortigranjeiros está concentrado em distantes centrais de abastecimento ou em supermercados, dependentes da movimentação dos caminhoneiros, como ficou comprovado durante o movimento por eles deflagrado em maio deste ano. (Continua)

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

19 − dezesseis =