JOURDAN AMÓRA: ESTADO DO RIO E NITERÓI E OS PRIMEIROS JORNAIS

Uma das figuras mais marcantes da cultura brasileira deixou também registros e documentos marcantes sobre a imprensa brasileira e, com sua professora Cybelle Ipanema, produziu detalhado estudo da imprensa fluminense valiosa fonte de pesquisa em 2005 doado, com todo o acervo coletado, a uma instituição sediada no Rio.

Entre seus trabalhos coletados está “O Echo da Vila Real da Praia”, de curta duração, editado em 1820, quando o Palacete da Condessa (Pereira Carneiro) estava em obras para abrigar temporariamente a residência oficial do governador (Geremias Fontes /1971), estava jogado pela casa, junto com outros documentos deixados pelo casal que haveria, décadas após, de criar o “Jornal do Brasil”. Quem o manuseou e dele não se apropriou, por escrúpulo, certamente teria preservado para a história uma relíquia. Afinal, era considerado o primeiro lançado no antigo Estado do Rio, ainda nos tempos da Vila Real.

Além de obras temporárias de grandes vultos brasileiros, Niterói tem o orgulho de manter em circulação até hoje o diário “O Fluminense” lançado em oito de maio de 1878 – substituindo o primeiro “Diário Fluminense”- transformado num grande jornal pela capacidade e dedicação de Efrem Amóra, cujo nome foi apagado da história do próprio jornal e até na Internet. Ele implantou o sistema “offset”, em 1975, após a ação inovadora do seu irmão que dirigia a “A Tribuna” e já mantinha uma linha de oposição ao regime militar.

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