Jourdan Amóra: Diploma e anel não abriram caminhos para os talentosos

Houve uma reação muito grande tanto entre os praticantes do jornalismo colegial como entre os grandes talentos revelados por “focas” já com as portas abertas e militantes nos jornais circulantes na década de 60, quando surgiu a qualificação universitária para o exercício da atividade jornalística.

Os que se sentiam ameaçados à perda do direito de militância na imprensa e não tinham como sonhar o acesso – e muito menos a formatura após quatro anos de estudo universitário – geraram a bandeira de protesto sem ofender os mais afortunados para o acesso ao nível superior de ensino.

– “Não é o diploma ou anel que revelam os talentos para o jornalismo. Esta não é uma profissão. É um sacerdócio coroado por muitos dons de origem”.

Este redator aquinhoado com um diploma de formatura no curso ginasial, já estava há quase uma década em atividade e disputado por órgãos de imprensa, inclusive da capital estadual, como um bom repórter ao lado de parceiros de atividade, como o inesquecível Mauricio Hill, mineiro de Juiz de Fora, talvez o mais brilhante de todos os repórteres da “Última Hora”, de Samuel Wainer.

Deram um “jeitinho” brasileiro na lei permitindo a continuidade do exercício na qualidade de jornalista “profissional” aos que se enquadravam nesta subclasse.

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