JOURDAN AMÓRA: As portas abertas no despertar de vocações para o jornalismo

Aquela busca de história imaginárias escondidas ou criáveis no observar do mural exposto para a aula de dissertação, não se limitou à criatividade de desenvolver pensamentos vagos. Aferrou-e na mente ginasiana sendo transportada para a realidade externa. O espírito de interpretação do que há ao nosso redor estava desenvolvido, A criatividade na busca de soluções ou aperfeiçoamento para o que víamos e sentíamos estava florida. Talvez o espírito crítico caminhasse em busca de renovação, do aperfeiçoamento do que é oferecido no dia a dia em nossos caminhos.

O ensinamento do mural encontrava o suporte para a difusão do pensamento, fora da escola. Era o mimeografo, instrumento usado pelos professores para produção dos gabaritos de provas, naquele tempo em que não existia xerox mas apenas alguns balcões aparelhados para gerar cópias de documentos. Eram as fotocópias ou cópias fotostáticas.

Foi assim que nasceram jornaizinhos filosóficos, estudantis e de clubes . Era a solução mais barata que a produção de revistas tipográficas. Quase todos efêmeros, especialmente quando fruto de iniciativas individuais

Alguns evoluíram e se tornaram revistas regulares, como “O Gládio” da Faculdade de Direito de Niterói ou como “O Luzeiro”,do Colégio Batista de Niterói, que algumas edições em formato de jornal e impressão no vigente e rudimentar sistema gráfico.

Muitos futuros jornalistas se revelaram produzindo colunas estudantis, nos jornais municipais da época. Um espaço cedido também a poetas, humoristas e artistas, por jornais como o “Diário Fluminense” e o “Diário do Povo”.

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