JOURDAN AMÓRA: AS OBRAS QUE O CENTRO PRECISA (XVII)

A era do mestre Gustave Eiffel foi marcada pelo ensino para implantação de sistemas funiculares para vencer pontos elevados, urbanos ou até residenciais.
Se dois dos seus alunos idealizaram e implantaram dois dos quatro históricos elevadores públicos de Lisboa (da Glória, da Lavra, da Boca e da Justa – ou do Carmo), Niterói não ficou desatualizada. Uma residência na rua Paulo Cesar, em Santa Rosa, era famosa pelo acesso inclinado através de um elevador privativo. O primeiro elevador em “arranha-céu” foi implantado no antigo prédio Fomento, depois sede do Tribunal de Conta e atualmente um dos muitos edifícios do Estado abandonados na área do Aterrado de São Lourenço, obra da década de 20 – estado entre eles o Mercado Municipal, estação ferroviária anexa ao Porto e o mais recente, os seis andares do prédio do IASERJ, em cuja lateral o Estado construiu nova sede da “Imprensa Oficial”, mesmo existindo bem próximo dois inativos prédios do DER-RJ, estes, surgidos na década de 50.
Na rua Fagundes Varella há duas ou três décadas, defronte à área onde desabou um edifício em construção, a modernidade permitiu a construção de um elevador externo, panorâmico.
O centenário Colégio Salesianos já surgiu um sistema carril de acesso ao alto onde se situa o pouco visitado e valioso monumento consagrado à N.S. Auxiliadora que, com acesso adequado poderia ser um importante mirante e palco de eventos religiosos. Era um sistema parecido com o sistema de cremalheiras que permitia a subida dos trens par a Serra de Nova Friburgo.
O Parque das Águas, no centro da cidade, tem como destaque um pouco usado elevador público
Neste passeio pela história recente observamos que tivemos bons administradores no passado mas regredimos com o criminoso abandono dos bens públicas quando o povo mais precisa de serviços essenciais em áreas públicas, bens custeados pelos contribuintes. (Continua)

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