Jourdan Amóra: As obras que o Centro precisa (XLIV)

Tão deprimente como o quadro de ruas tomadas por menores, adultos e até famílias andando tropegamente e, às vezes, até assuntando os passantes, é a situação dos que, sem espaços nas chamadas favelas e comunidades carentes alocadas em casas abandonadas e nos chamados cortiços ou “cabeças de porco”.

Vivem uma situação de contraste com aqueles desalojados que receberam o abraço amigo da Prefeitura, com hospedagem em hotéis arrendados tendo a garantia de alimentação, asseio e até segurança para evitar abusos ou desavenças nestas comunidades.

A situação de Niterói é grave porque considerada uma das cidades de maior poder aquisitivo, é vista como um oásis para a miséria reinante nas cidades vizinhas mais populosas e mais desumanas, como as Baixa Fluminense o Rio de Janeiro.

Não há como evitar a migração dos pobres, como acontece na pequena cidade turística de Gramado, onde os que chegam tem de declarar onde vão residir e, sem condições de alojamento recebem passagens para retornaram aos pontos de origem. Lá não há permissão ou local para se permitir às pessoas dormir nas ruas.

Aqui precisamos de zelo como os já radicados com a Assistência Social promovendo vistoria e providenciando limpeza, cuidados sanitários e organização aos que estão vivendo na imundície e afetados por ratos e baratas, além de sofrer infiltrações de elementos indesejados. Também é deplorável que orfanatos, inclusive religiosos, tenham mudado as finalidades tradicionais.

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