JOURDAN AMÓRA – AS OBRAS E SERVIÇOS QUE AS CIDADES PRECISAM (LXXXVIII)

Duas modalidades de transportes muito evoluídos e extintos ou desprezados no Brasil, para estimular o nascente rodoviarismo de JK (1959), foram o ferroviário e o náutico em áreas internas, para ajudar a sua política, com domínio estrangeiro.

Praticamos o empirismo de substituir um modal por outro, quando nosso dever seria (e é) acrescentar mais uma opção, acreditando no nosso desenvolvimento e nas taxas de fecundidade no país, especialmente, nos grandes centros, também sufocados pela migração interna.

Vivemos uma situação anômala no norte-fluminense, aquinhoado por D. Pedro II com o canal Macaé-Campos, de 109 km, para escoar a produção e que nos tempos atuais seria uma solução turística e segura mais ampla.

Surgida a motorização dos trens, decidiram abandonar a importante via na terra em que os canaviais vieram a ser substituídos pela produção petrolífera. O advento do rodoviarismo encontrou a região decadente pela falta de meios de transportes, pois a indústria automotiva na década de 60, quando começou a asfaltamento de importantes vias de penetração, como a RJ -106, na década de 70, após a inauguração da Ponte Rio-Niterói e execução da obra da BR-101.

O canal brasileiro poderia ser uma via de importância superior à do Rio Sena, em Paris. Poderia ligar portos e, principalmente as lagoas Feia, Quissamã, Imboassica, Araruama. Maricá e chegar até a Baia de Guanabara. (Continua)

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