JOURDAN AMÓRA – AS OBRAS E SERVIÇOS QUE AS CIDADES PRECISAM (LXXXI)

No final da década de 50, o jornalista e advogado Antonio Rodrigues percorria com um amigo três quadras da Avenida Amaral Peixoto no rumo da Hidroviária e foram apontadas cerca de 20 anormalidades no trecho para demonstrar a falta de atenção do serviço público, fatos que justificavam críticas ou sugestões.

Surpreso, o acompanhante comentou: “Como você vê isto… Passo aqui todos os dias e nunca observei tamanha grandeza de problemas”, explicou o jornalista oriundo do noroeste fluminense e diretor do “Grande Jornal Fluminense”, que a missão de enxergar longe e apontar caminhos de soluções representa um dom e o dever de quem se dedica a uma profissão de amor à cidade e à população, impulsionado pelo idealismo e capacidade de estudo e de conhecimento dos temas para um viver positivo e harmônico.

Grande mestre, sabia selecionar e formar as equipes de jornalistas de boa visão e sabedores de que fazer jornalismo é uma ciência humanitária, exigindo a pureza de sentimentos e a vontade de transmitir conhecimentos.

O jornalista tem de conhecer os sentimentos das pessoas e também conhecer, orientar e se faz respeitado pelas autoridades, especialmente as que sabem ouvir e sabem que o mandato popular não é uma feitoria individual e que os mandatários públicos são também humanos, sujeitos a limitações.

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