JOURDAN AMÓRA – AS OBRAS E SERVIÇOS QUE AS CIDADES PRECISAM (LXVI)

Todos governantes se quedam às marcas históricas de obras faraônicas como as pirâmides do Egito, túmulos para guardar as múmias e pertences de faraós como Queops, Quefren e Miguerino.
Foram construídas a partir de 2.630 anos Antes de Cristo, numa época de fartura e com a utilização de homens livres e de escravos estrangeiros, como o povo hebraico. O formato em triângulo era o mito de facilitação da comunicação deles com os espíritos Divinos.
Perpetuam-se como fonte turística, mas não contribuíram para a melhoria das condições de vida no Egito, envolvido em muitas crises posteriores, inclusive não oferecendo moradia para todos os viventes.
Alguma coisa há de semelhança com os governos municipais após 1985, no Brasil, quando se aumentaram impostos para dar-lhe a condição de participarem de 24% no bolo da receita nacional e não apenas os 6% que até então lhes cabia. No governo Lula voltou-se a uma redução da nova grandeza financeira dos municípios.
Mas a riqueza não engrandeceu os municípios. A era da opulência – inclusive com a conquista dos royalties do petróleo – promoveu a transformação das Prefeituras em “Governos Municipais”, com inchaço de cargos na alta e na baixa administrações e o surgimento de empresas, fundações, etc., deixando os municípios de transmitir as suas funções para empresas privadas, com elevações de custos e mais denúncias de corrupção. (Continua)

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