Jourdan Amóra: As obras e serviços que a cidade precisa (LXIII)

O empobrecimento da população pelas políticas econômica e social do governo federal com os diversificados efeitos da pandemia gerou um momento de reformulação de ações públicas, com cortes de gastos supérfluos e ordenamento de ações planejadas para o equilíbrio da questão da moradia, com elevação da qualidade urbana nas regiões que sempre receberam menos investimentos.

Enquanto se cuidou muito, ao longo de décadas de modelar urbanização e definição da ocupação do solo nos bairros de quase modelar exemplo de qualidade de vida, diferentemente estabeleceu-se vergonhoso contraste de vida com os bairros situados após o “muro de Berlim no lado norte da Avenida Marquês de Paraná e parte principal do lado posterior às ruas Paulo Cesar, Noronha Torrezão e Mário Viana, sem se esquecer da Região Leste, pouco procurada face ao seu isolamento.

A maioria das áreas carentes está em nas concentrações anormais e pouco atendidas pelo Poder Público como nos Morros do Estado, Palácio e Preventório.

O velho princípio de que uma comunidade rica depende de uma comunidade de menor potencial de renda ajudou a propagar o sonho da casa estar perto do local de trabalho. A alguns defendem edifícios populares junto aos edifícios comerciais, como o “prédio da Caixa”.

A identidade da força de trabalho composta por domésticas, obreiros, motoristas, pessoal auxiliar de saúde, pessoal de menor nível de vencimento está mais com a simplicidade da moradia em redutos sem ostentação de riqueza e de menor valor imobiliário. (Continua);

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.