Jornaleiros lutam por reabertura das bancas

A Associação dos Proprietários de Bancas de Jornais de Niterói (Aproban) enviou um ofício essa semana para a Prefeitura de Niterói solicitando a inclusão das bancas de jornais como comércio varejista essencial no município. Os espaços comerciais estão fechados, por conta do isolamento para conter a pandemia do coronavírus, e esses comerciantes lutam pela reabertura. A categoria já recebe os R$ 500 de auxílio da administração pública, mas somente isso não está sendo suficiente para manter os trabalhadores, já que a cidade conta com 271 bancas que envolvem mais de mil pessoas, direta e indiretamente.

De acordo com o documento enviado para o executivo municipal ‘Niterói adotou um plano de retomada das atividades econômicas na cidade, por cores, onde não se encontra especificamente; bancas de jornais. Ainda assim, existe um entendimento que as bancas estariam como comércio varejista não essencial setorizado na cor amarelo’.

“Peço obstinadamente que o senhor prefeito reveja essa conjuntura e coloque as bancas de modo específico na cor laranja, tendo em vista a sua importância e relevância no cenário da cidade. Queremos abrir mesmo com adaptações. Vamos respeitar as normas sanitárias de proteção e precisamos e queremos trabalhar. Nosso serviço é sim essencial”, frisou Adalmir Ferreira, diretor da Aproban.

Uma pesquisa feita para a tese de doutorado para o 21 Centro de Pesquisa e

Documentação de História Contemporânea do Brasil (Cpdoc), da Fundação Getulio Vargas (FGV), reforçou a importância desse equipamento nas cidades.

“Entendendo a mídia como um conjunto de processos não apenas de emissão, mensagem e recepção, mas de produção, circulação, distribuição e reprodução, vejo nos jornaleiros uma atividade complementar à dos jornalistas no modelo de comunicação vigente – sobretudo para os produtos impressos. Se as empresas de comunicação são responsáveis pelo binômio produção-circulação, os jornaleiros atuam na frente oposta, de distribuição-reprodução”, frisou Viktor Chagas no documento.

“Trabalhamos com itens essenciais ainda mais em época que muito se fala de fake news. Tem muitas pessoas que só confiam na mídia impressa e precisam ver os jornais e revistas. Na janela aberta para o funcionamento, entre os dias 23 e 30 de abril, não houve nenhum tipo de problema, todos os protocolos de segurança sanitária foram respeitados”, ponderou Adalmir, que representa os jornaleiros de Niterói.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *