Jiboia é capturada por guardas ambientais em cemitério de Itaipu

Agentes treinados receberam o chamado de moradores que ligaram para 153 (CISP)

Agentes da Coordenadoria de Meio Ambiente da Guarda Municipal de Niterói capturaram, na manhã desta quinta-feira (15), uma jiboia medindo pouco mais de um metro nas dependências do Cemitério São Lázaro, ao lado da 81ª DP. Eles foram acionados através do número 153, que atende no Centro Integrado de Segurança Pública (CISP), para o resgate. Quando chegaram ao local, a serpente estava dentro de um cesto. Ela foi reintegrada à natureza na área de preservação ambiental do Parque Estadual da Serra da Tiririca (Peset), no Engenho do Mato.

Só este ano, foram resgatados 1.975 animais silvestres de janeiro a setembro, sendo 767 só no mês passado. Destes últimos, 655 são gambás, 36 serpentes, oito saguis, um pinguim, uma targaruga e um tamanduá. A Guarda Municipal orienta que os moradores de Niterói acionem o serviço pelo telefone do CISP sempre que encontrarem um animal silvestre. A recomendação é não se aproximar nem alimentá-lo até a chegada dos agentes, que são treinados para esse tipo de ação.

“Essa atitude é importante para o bem-estar do animal e da própria pessoa, pois ele pode se sentir acuado e reagir. Os guardas têm todo o treinamento para fazer o resgate”, garante Jociley Neves, coordenador da Guarda Ambiental. “Nossas equipes estão em constante atualização, com o objetivo de prestar o melhor atendimento aos animais e preservar o ecossistema da cidade”.

Em setembro, o grupamento participou de uma nova bateria de cursos, desta vez on-line. Os cursos foram realizados pela Universidade Federal Fluminense (UFF) em parceria com o Centro de Controle de Zoonoses de Niterói e o Instituto Vital Brazil (IVB) e abordaram as principais doenças (raiva, esporotricose, leishmaniose, febre amarela), contato com a fauna silvestre urbana (saguis e gambás) e acidentes com animais peçonhentos. Neste mês de outubro, os agentes participam de aulas de estratégia para a conservação da fauna silvestre, manejo de animais marinhos, contenção e captura de animais silvestres, reintrodução e soltura de animais silvestres.

“A população está mais consciente de que deve preservar a natureza e conhece o trabalho da Coordenadoria de Meio Ambiente, por isso houve o aumento de ligações para a captura de animais silvestres. A cidade tem uma extensa área verde que é protegida. Então fazemos o nosso papel de encaminhar os animais de acordo com seu habitat e estado físico. Resgatamos filhotes de gambás ou pássaros que chegam a ser alimentados por nós com mamadeiras. Não importa o tamanho ou espécie, o carinho com que são tratados é o mesmo”, destaca Jociley.

A Guarda tem um procedimento diferente para cada tipo de demanda. Após serem acionados, os agentes capturam o animal, que logo em seguida tem suas condições físicas avaliadas pela equipe e, caso não apresente nenhum tipo de ferimento, é reintegrado à unidade de conservação mais próxima. Já os feridos são encaminhados para instituições como o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), em Vargem Pequena, na Zona Oeste do Rio; a Econservation, empresa de estudos e projetos ambientais, o Centro de Triagens de Animais Silvestres (Cetas), em Seropédica; ou Instituto Vital Brazil quando é o caso de cobra venenosa.

Além do resgate de animais silvestres, os guardas ambientais também atuam na prevenção e combate a incêndios em vegetação e no patrulhamento de trilhas.

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