Jequitibá do Samba faz única apresentação no Teatro Municipal de Niterói

O Jequitibá do Samba se apresenta no Teatro Municipal de Niterói, na quinta-feira, dia 9, às 19h. O grupo formado por jovens músicos do Rio de Janeiro, atuantes nas rodas de samba e choro de tradicionais casas da Lapa, de Santa Teresa e do Centro, mostrará um repertório cheio de clássicos do samba.

Com o nome inspirado no samba homônimo dos compositores mangueirenses José Ramos e Marcelino Ramos, o Jequitibá do Samba se diferencia dos demais grupos atuais do gênero por, mesmo sendo composto por músicos na faixa dos 30 anos, desde o início ter como característica marcante um repertório de sambas tradicionais de todas as épocas e também autorais dos integrantes. O destaque é a sonoridade das apresentações, fruto do trabalho cuidadoso de cada componente – que fundamenta seu aprendizado no legado daqueles que, com técnica, talento e criatividade, fizeram escola na música popular brasileira, como Dino, Meira, Canhoto, Jonas, Luna, Marçal e Elizeu, Jorginho, Doutor, Gordinho e tantos outros. O entrosamento de anos entre os integrantes e a liberdade para todos cantarem, juntos ou não, além de tocarem, também são características marcantes e singulares da formação.

O principal critério de seleção do repertório é a beleza dos contornos melódicos e a sinceridade das poesias dos versos. Acreditando que um bom samba não tem idade, o grupo contempla os inesquecíveis sambas da década de 1930 do Estácio, passando pelos sambas saídos dos terreiros das primeiras escolas de samba do Rio de Janeiro, sem se esquecer das obras-primas de grandes compositores, como Nelson Cavaquinho, Noel Rosa, Cartola, Candeia, Zé Kéti, Mauro Duarte, Paulinho da Viola e Paulo César Pinheiro, entre muitos outros cuja obra persiste pouco explorada.
Músicas como “Menti” (Anderson Balbueno e Eduardo Tardin), “O morro e o samba” (Julião Rabello Pinheiro e Paulo César Pinheiro), “Novo amor” (Iuri Bittar), “O samba vai durar” (Ronaldo Gonçalves e Bernardo Diniz) e “Sem mordaça” (Ronaldo Gonçalves e Bernardo Diniz) são alguns dos sambas autorais dos integrantes também sempre cantados nas rodas por eles e pelo público cativo.

Por alguns anos, entre 2010 e 2016, eles “marcaram época” realizando sua roda de samba mensal, aos domingos, na Ilha de Paquetá. Desde setembro de 2017 iniciaram uma nova fase, retornando à agenda do samba do Rio no novo Espaço Catete. Quinzenalmente (sempre aos domingos), mantém, enfim, o seu ponto de encontro com o samba tradicional, o samba de roda, sambas autorais dos integrantes e de novos compositores, atendendo aos moradores da região do Catete e entorno e os muitos sambistas da cidade. Suas rodas – como as dos outros grupos que completam a programação do novo espaço dedicado ao gênero – tem virado ponto de encontro de famílias e sambistas de várias Idades, que já conheciam o grupo enquanto programação exclusiva de Paquetá, ou que vem a conhecer em cada nova edição.

Sendo sempre duas rodas por mês, em uma delas recebem um cantor convidado especial. Já participaram Pedro Amorim (também bandolinista), Eduardo Gallotti (também cavaquinista), Elisa Addor, Nina Wirtti, Glória Bomfim, Marcos Sacramento, Paulão 7 Cordas e Áurea Martins. Canjas surpresas de instrumentistas e cantores também já se tornaram famosas e são garantidas, sempre contagiando o público e incrementando ainda mais o caldo de cada edição. Já passaram por lá, por exemplo, o violonista Paulão 7 Cordas, os cantores Moyseis Marques e Makley Matos, o compositor Chico Alves, o bandolinista Luis Barcelos, o cavaquinista e cantor Leonardo Pereira, os percussionistas Marco Basílio e Magno Júlio, os cantores Suzana Dal Poz, Simone Franco, Ivy Morais e Anderson Vaz.
A classificação etária é livre e os ingressos custam R$ 30. O Teatro Municipal de Niterói fica na Rua Quinze de Novembro, 35 no Centro. Mais informações pelo telefone (21) 2620-1624.

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