Jejum prolongado poderá ser dispensado em exames de laboratório

Exames de sangue que analisam o perfil lipídico de uma pessoa agora podem ser feitos sem a necessidade do jejum de 12 horas. A medida agradou niteroienses que se sentem mal com a quantidade de horas sem se alimentar. Os diabéticos também saem na vantagem, já que a medida diminui o risco de hipoglicemia. A mudança também distribui melhor os atendimentos em laboratórios já que alguns chegam a ter 80% do total de atendimentos diários somente no turno da manhã.

A mudança foi tomada após estudos e projetos elaborados por entidades como Sociedades Brasileiras de: Cardiologia; Patologia Clínica e Medicina Laboratorial; de Análises Clínicas; de Diabetes e de Endocrinologia e Metabologia. O perfil lipídico compreende exames como colesterol total, LDL C, HDL C, não HDL C e triglicérides. A nota da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas apontou que ‘a não obrigatoriedade do jejum, na maioria dos casos, se dá pela constatação de que, graças ao avanço das metodologias diagnósticas, o consumo de alimentos antes da realização desses exames – desde que habituais e sem sobrecarga de gordura – causa baixa ou nenhuma interferência na análise do perfil lipídico’.

A responsável pelo Laboratório Bittar, Christina Bittar, explicou que a questão do jejum para exames laboratoriais ocorre há anos. No laboratório, que fica no Centro de Niterói, até o horário de abertura foi alterado, de 7h para 6h30min. “As pessoas reclamam de longas horas em jejum e chegam bem cedo para serem prontamente atendidas, por isso antecipamos a abertura. Muitos exames já perderam essa normativa como, por exemplo, ureia, ácido úrico e enzimas cardíacas”, explicou.

Mas dependendo da doença, mesmo no perfil lipídico, o jejum pode ser solicitado. “Por isso é importante a recomendação no pedido médico e, em caso de qualquer discordância do paciente, é importante ser ressaltado no laudo que emitimos”, completou a também especialista pela Sociedade Brasileira de Patologia Clínica.

A comerciante Margareth Silva, de 53 anos, tem diabetes e comemorou essa decisão. “Sinto muita diferença de quando eu não tinha a doença. Antes me sentia tranquila apenas com um cafezinho de manhã. Agora é muito difícil ficar em completo jejum, me sinto mal, fico tonta, enjoada e com dor de cabeça”, exemplificou a niteroiense.

“Existe uma diferença clara entre o resultado de um exame com a pessoa alimentada ou em jejum. Por isso que é fundamental a recomendação e análise do paciente antes do pedido do exame”, finalizou a doutora.

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