Jairo Mendes, o líder

O Sindicato dos Jornalistas empossou, ontem, Mário de Souza, na sua presidência. Lá estavam poucos que viveram a grandeza do órgão sindical que sofreu intervenção em 1964, apesar de ter legado exemplos de conduta, como a de Jairo Mendes, que renovou o sindicalismo brasileiro em oposição ao peleguismo da CGT criada pela Ditadura de Vargas. Liderou dezenas de sindicatos do antigo Estado do Rio defendendo autênticas bandeiras trabalhistas e participando de campanhas nacionalistas.

Colunista da “Última Hora”, também lançou o periódico “Alvorada Sindical”. Influente junto a Roberto Silveira, Badger Silveira e de Jango, obteve, deste último, autorizou para a Caixa Econômica financiar 30 apartamentos ou casas para jornalistas.

Seu filho, Agliberto, lembra que Jairo morreu doente e pobre, numa casa alugada no Rocha (Galo Branco)

O franzino líder denunciou a ação do Ponto IV e do IBAD , na tentativa de entregar a conservadores os jornais identificados com as causas populares e nacionalistas. Mesmo doente, foi recolhido ao presìdio em que se tornou o Estádio do Caio Martins, em 1964. A sua filha, a professora Fernanda, com apôio do acêrvo de “A Tribuna”, está preparando uma obra sobre a vida do pai, mineiro de Mutum, falecido em 13 de dezembro de 1977.

Na foto de Maurício Lage, de seis de abril de 1964, Jairo Mendes, ao centro, dirige reunião do Sindicato. Da sua direita para a esquerda aparecem: Antonio Mendes, Luis Antoniuo Pimentel, Jourdan Amóra, José Naegele, Umbelino Silva, César Donadel, Orlando Silva, Pascoal Iacovino e Lionil Mello.

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