Itens que podem reduzir traumas ao pedalar

Raquel Morais –

Dados da Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC) apontam que itens básicos de segurança como luvas, capacetes e sinalizadores chegam a reduzir em 50% as lesões nos ciclistas. E quem acha que para se proteger é preciso gastar muito, um kit básico para suprir essas necessidades custa, em média, R$ 129 em lojas especializadas em acessórios em Niterói.

Com aumento da malha viária na cidade, automaticamente cresceu o número de ciclistas e, naturalmente, a quantidade de acidentes. Porém, o Corpo de Bombeiros e Departamento de Trânsito do Estado do Rio de Janeiro (Detran-RJ) não divulgaram o número de acidentes em 2016 e 2017 na cidade até o fechamento dessa edição. Mas Cláudio Santos, conselheiro fiscal da CBC, apontou que é necessário que os registros de acidentes, graves ou não, sejam feitos, principalmente pela proporção que a bicicleta como meio de transporte na cidade ganhou. “Precisamos desses números para termos uma estatística. Como combater o mal sem saber se ele existe? Tem que ter um registro para leves escoriações, já que esses efeitos colaterais aumentam de acordo com número de usuários”, apontou.

Os sinalizadores, que são vendidos em média por R$ 20 o par, são itens extremamente importantes. São colocados nas duas extremidades da bicicleta. Assim como um par de luva que custa R$ 30 e o capacete que gira em torno de R$ 79. “Além desses equipamentos básicos, o espelho retrovisor também é algo que ajuda muito para evitar acidentes. Na queda, geralmente a primeira parte que toca o chão são as mãos. E uma simples luva ajuda a minimizar essas lesões”, comentou Cláudio.

O mecânico industrial Alex Santos, de 40 anos, está habituado a usar a ‘magrela’ para andar pequenas distâncias. “Prefiro andar de bike, é mais rápido e mais saudável. Minha esposa também está habituada a andar de bicicleta e me preocupo com a segurança. Estamos como os motociclistas, expostos, e tem muito motorista que não respeita os ciclistas. Uso capacete e tênis, nunca ando de chinelo de dedo, pois tenho medo de quedas. Essas são algumas medidas que eu adotei para minha pedalada”, exemplificou.

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